Impasse

Impasse

Ao longe, na linha reta do horizonte as eleições de 2022. A altura dos olhos, minha vista esbarra na urna eletrônica, com apenas duas opções no segundo turno, então não posso fugir, mas e o voto consciente onde fica? Só tenho estes dois extremos. Precisa-se de uma boa cabeça para votar. Ao aperta o botão estarei do lado correto ainda que a opção seja equivocada? Posso contar-me entre a maioria desta terra, que ama a democracia, e repleto de expectativa, pressionarei o botão, mas por trás do qual presumo encontrar a melhor direção para o país.

A minha esposa escutou as últimas palavras que iria proferir (por um bom tempo):”Futuro vazio de escolhas conscientes”. Mas este não é meu último pensamento: Quem está num impasse pode ter esperança? Penso, sem saudade nos últimos quinze anos da política. Há nele uma sombra dolorosa e sinto uma grande tristeza por não termos acertado o caminho.

Este é um país cuja população está ficando mais pobre com a pandemia, mas todos podemos ter sonhos e assim que os vemos em pedaços, nos consumimos e então nossa sorte transcorre nessa alternância de esperança e nostalgia do melhor período de nossa democracia, quando tinha fé num futuro fácil e feliz, rico de desejos satisfeitos, de experiências e de conquistas em comum. Mas aquele era o tempo melhor que ainda não voltou.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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