Ilhéus/Itabuna: Oficina colhe dados de Unidades de Conservação

Informações e dados sobre Unidades de Conservação (UC) dos municípios de Ilhéus e Itabuna foram coletados pelo Ministério Público estadual durante a ‘I Oficina de Diagnóstico das Unidades de Conservação da Bahia’. O evento foi realizado nos últimos dias 3 e 4 de abril, na Base Ambiental da Costa do Cacau, localizada na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus. A oficina foi realizada pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama) do MP, por meio de sua Câmara Temática ‘Áreas Especialmente Protegidas’, com o apoio do Núcleo Mata Atlântica (Numa). Foi formado um grupo de trabalho que discutirá e atuará na melhoria da efetividade das ações de conservação da região.

Os dados coletados serão usados para a elaboração, já em andamento, de diagnóstico sobre as condições das UC do Estado. As informações compartilhadas durante a oficina dão conta das pressões e ameaças às unidades, vulnerabilidades, importância biológica e socioeconômica, recursos humanos e financeiros disponíveis, infraestrutura, Plano Gestor de Manejo e Conselho Gestor, entre outros aspectos. O evento reuniu gestores e conselheiros das UC do Parque Estadual da Serra do Conduru, Área de Proteção Ambiental (APA) Itacaré Serra Grande, Reserva Biológica de Una, APA da Lagoa Encantada, Parque Nacional da Serra de Una, Parque Municipal da Boa Esperança e proprietários de diversas unidades de conservação particulares Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Pelo MP, estiveram presentes a promotora de Justiça Regional Ambiental de Ilhéus, Aline Salvador, e o analista técnico Victor Brasil Ramos. A Câmara Temática é coordenada pelo promotor de Justiça Fábio Corrêa.

Para a elaboração do diagnóstico, está sendo adotada a metodologia Rápida para Avaliação e Priorização do Manejo de Unidade de Conservação (Rappam), utilizada pelo Governo Federal. Ela consiste em pesquisa declaratória por meio da aplicação de questionário aos responsáveis pela gestão e manejo da cada UC, durante oficinas de trabalho. A metodologia tem o objetivo de conhecer as fragilidades e potencialidade do manejo nas unidades, produzir conhecimento para subsidiar o estabelecimento de parcerias voltadas à conservação ambiental e cultural das UC, e, sobretudo, munir o MP, governo e sociedade, de uma ferramenta confiável para a tomada de decisão nas questões relacionadas à gestão das UCs na Bahia.

 

 

 

Fonte: MP BA

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