Ilhéus/Itabuna: “Dominar a técnica e as regras e até mesmo subvertê-las”, disse Gabriel Passos na Casacor

Muitas exposições, vários prêmios, participação na direção de órgãos de sua classe profissional, fazem um breve perfil do fotógrafo Gabriel Passos, que somente há 10 anos, quando já havia completado 36 de idade, despertou para a arte fotográfica, primeiro como autodidata e mais tarde ao lado de nomes expressivos como Walter Firmo, Isabel Gouvea, Cristina Cenciarelli e Valéria Simões. E assim, o Servidor Público, Licenciado em Matemática, Bacharel em Processamento de Dados e em Direito, foi parar na fotografia e na Casacor Ilhéus-Itabuna, com trabalhos expostos de 13 a 23 de novembro.

E é dele este conselho, que originou o título da matéria, para quem está se iniciando na carreira. “Eu diria o mesmo que qualquer artista de qualquer ramo das artes certamente diria para iniciantes, estudar muito para dominar a técnica, conhecer e dominar as regras, inclusive para subvertê-las, e, fundamentalmente, ver, discutir e criticar fotografia (a sua e a de outros fotógrafos) e todas as outras expressões artísticas.

Divulgar a arte

Gabriel Passos acha que a Casacor é uma excelente oportunidade de não apenas divulgar o seu trabalho, mas cima de tudo ajudar a engrandecer e divulgar a arte fotográfica. O fotógrafo diz ainda que o que está documentando atualmente servirá para alguns ensaios em P&B e no momento está usando essa linguagem, mas acha que, na verdade, a linguagem colorida e o P&B tem suas próprias características bem definidas e devem ser usadas em função do trabalho que se realiza.

Sobre se tem preferência por fotografar em estúdio ou fora dele, Passos afirma que ”Fotografar pessoas é o que mais me seduz! Geralmente a fotografia de rua, em instantâneos produzidos ou não. Prefiro o estúdio quando estou buscando ensaios com temas pouco comuns”.

Uma outra coisa que Gabriel Passos destaca é que “o equipamento fotográfico tem a sua óbvia importância, pois sem ele (desde uma câmera pinhole até uma moderna máquina digital) não existe fotografia”, mas ressalta: “o mais importante mesmo é o sentimento, pois sem ele não se consegue nenhum resultado satisfatório para si mesmo (o primeiro e mais importante espectador de qualquer obra de arte), quiçá para outrem”.

 

 

Fonte: Ramiro Aquino/Ascom da Cidadelle

 

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