Ilhéus: Tia de menino de 4 anos que morreu afogado pode ser indiciada, diz polícia

Tragédia ocorreu durante festa de aniversário em uma casa de eventos.

Mulher era única responsável pela criança no dia do afogamento.

A tia do menino de quatro anos que morreu afogado em Ilhéus, na região sul da Bahia, durante uma festa de aniversário, pode ser indiciada por homicídio culposo, sem intenção de matar. A informação é do delegado responsável pelo caso, Sedar Fontes.

Em entrevista nesta quarta-feira (22), o delegado disse que o indiciamento da tia da criança pode ocorrer porque ela era a única responsável pelo menor na festa. Os proprietários da casa de eventos também podem ser indiciados.

Segundo Sedar Fontes, nem os representantes do local onde ocorreu o afogamento, nem a tia da criança foram ouvidos. O delegado informou que a tia da criança, que é irmã do pai do menino Gabriel, está sob efeito de medicamentos e não possui condições psicológicas para prestar depoimento.

O caso ocorreu no dia 11 de abril. Gabriel Siquara Costa se afogou em uma piscina durante uma festa de aniversário em uma casa de eventos. Testemunhas afirmaram que a comemoração teria continuado mesmo após o afogamento.

“O inquérito já foi instaurado. A tia do menino não teve condições psicológicas de prestar depoimento, ela está tomando medicação controlada. Ela é a pessoa que levou o menino para a festa. O pai foi ouvido, mas não estava na festa e até agora foi o único a prestar depoimento”, afirma o delegado.

Sedar Fontes informou ainda que resolveu intimar os responsáveis pela casa de eventos com o objetivo de verificar o esquema de segurança do espaço. “Solicitei ao clube imagens de uma filmagem que foi feita no local. A apuração indica homicídio culposo. A responsabilidade pode ser da tia ou também do clube, por ter uma piscina e não tomar os devidos cuidados”, explica Fontes.

Afogamento

Imagens registraram momentos em que Gabriel brincava na piscina ao lado de outras crianças.

Ele foi resgatado por convidados da festa e levado para o hospital, mas acabou morrendo. A tia da criança é professora de um dos aniversariantes. Os pais de gabriel querem que o caso seja investigado.

Segundo o pai de Gabriel, o convite do aniversário pedia roupa de banho, mas a piscina do espaço de eventos é de adulto. Na área da cascata onde as crianças brincavam existe um acesso fácil para a parte mais funda. “Nos outros brinquedos ainda tinham os monitores, mas na piscina não tinha”, revela Eduarda Vanessa, tia do garoto. Segundo testemunhas, o aniversário continuou mesmo depois do afogamento de Gabriel

Na cópia do contrato de locação da casa de festas, apresentada pela família da criança, uma cláusula assinalada dispensa a colocação de tela na piscina. O dono do espaço não quis se pronunciar. Os pais do aniversariante também não falaram sobre o assunto, mas mostraram o contrato original que receberam do dono do imóvel. Uma das cláusulas fala sobre o uso da tela, mas não aparece assinalada.

Os pais do aniversariante disseram que não alugaram a casa com direito a usar a piscina. Segundo eles, a roupa de banho foi pedida para que as crianças participassem do futebol de sabão.

Porém, eles admitiram que não pediram às crianças para saírem quando começaram a brincar na piscina.

Ainda de acordo com os pais do aniversariante, todos cantaram parabéns e continuaram a festa porque um dos convidados que acompanhou o resgate de Gabriel disse que o menino estava bem no hospital. “A gente só tinha ele de criança dentro de casa, não tinha mais outra criança dentro de casa. Ele era um anjinho que estava com a gente esse tempo todo”, diz emocionada a tia do garoto, Eduarda Vanessa.

Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui