IBGE: Bahia é o estado com mais pessoas em extrema pobreza no país

Pesquisa aponta que estado tem maior número de pessoas na extrema pobreza. Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 12 de novembro, os resultados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2020.

Os números, que apesar de indicarem uma leve redução, deixam a Bahia com 2o maior número de pessoas pobres e o maior número de extremamente pobres do Brasil.

A redução foi observada pelo segundo ano consecutivo, desta vez, entre considerando o número de pessoas vivendo abaixo das linhas de pobreza e de extrema pobreza monetárias em 2019, com relação a 2018.

Em 2018, o número de pobres na Bahia caiu 5,3%, o que representou menos 336 mil pessoas nessa condição. As proporções praticamente não teriam se alterado desde 2016.

Destaques

Conforme o IBGE, no ano passado:

  • 4 em cada 10 moradores da Bahia (40,4% da população) estavam abaixo da linha da pobreza monetária. Apesar de ser o 4o estado em população, significa um número absoluto de pobres em 6,006 milhões (em São Paulo, eram 6,017 milhões).

Em termos percentuais (40,4%), a Bahia ficava na 11a posição entre os estados – caindo 4 posições no ranking, já que havia sido 7o em 2018. Maranhão (52,2%), Amazonas (47,4%) e Alagoas (47,2%) tinham os maiores percentuais de população abaixo da linha de pobreza em 2019.

No outro oposto, Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (11,1%) e Distrito Federal (11,2%) tinham as menores proporções.

  • E 1 em cada 10 (12,5%) estava abaixo da linha de extrema pobreza – em números absolutos, 1,853 milhão de moradores.
Imagem: Reprdoução/IBGE

Critérios

Conforme apresenta o IBGE, Brasil não tem uma linha oficial de pobreza. Considerando o critério definido pelo Banco Mundial para países de renda média, adotado no acompanhamento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ela é de

  • US$ 5,50 por dia em paridade de poder de compra (PPC).

Em 2019, essa linha de pobreza monetária correspondia a um rendimento médio domiciliar per capita mensal de

  • R$ 428 na Bahia e em Salvador.

Viviam com menos que isso 6,006 milhões de baianos, 40,4% da população do estado, e 611 mil soteropolitanos, 21,3% dos moradores da capital.

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