Hospital alvo de buscas da PF havia sido denunciado por usar nome de homem morto para cobrar cirurgia ao SUS

Operação da PF contra o desvio de verbas do SUS foi realizada em Guaratinga, no sul da Bahia (Foto: Polícia Federal/ Divulgação)

O Hospital Municipal Joana Moura, em Guaratinga, no sul da Bahia, e um dos locais onde a Polícia Federal realizou buscas na manhã desta quinta-feira (26), já havia sido denunciado por usar nome de homem morto para cobrar cirurgia ao Sistema Único de Saúde (SUS). A informação é da Polícia Federal, responsável pela operação “Agentes Nocivos”, deflagrada na cidade e que apura fraudes na área da saúde no município.

A polícia, no entanto, não deu mais detalhes da operação, como por exemplo, o número de pessoas apontadas por envolvimento nas fraudes. As investigações do caso continuam.

As irregularidades na área de saúde do município foram denunciadas aos Ministérios Públicos Federal e Estadual desde agosto de 2017 e os órgãos abriram inquérito civil para apurar o caso.

As fraudes foram descobertas pelo vice-prefeito da cidade, Ezequiel Xavier, que, ao olhar a lista de internação, reconheceu o nome de pessoas que conhece e que nunca ficaram internadas no Hospital Joana Moura.

De acordo com o vice-prefeito, por Guaratinga ser uma cidade pequena, com 22 mil habitantes, as pessoas se conhecem e isso foi o que facilitou a descoberta das irregularidades.

Operação

A ação “Agentes Nocivos”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, cumpriu dois mandados de busca na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Guaratinga e no Hospital Municipal Joana Moura da cidade.

A operação investiga um grupo suspeito de fazer cirurgias e outros procedimentos médicos “fictícios” na unidade de saúde. Segundo a investigação da PF, os procedimentos médicos não foram realizados de fato, mas foram pagos com recursos do SUS, assim como denunciado aos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

Conforme as investigações da PF, as verbas foram repassadas para o custeio da saúde na prefeitura de Guaratinga e desviados ilicitamente em benefício dos investigados. A quantia em dinheiro supostamente desviada pelo grupo não foi divulgada pela polícia.

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