Governador Wagner fala sobre execução de Gilberto Arueira

Foto: Teixeira News
O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez uma visita aos municípios de Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro nesta quinta-feira (28), onde participou de carreatas ao lado do vice Otto Alencar e dos senadores eleitos Valter Pinheiro e Lídice da Mata, além de outras lideranças da região.

Além dos atos públicos e encontros reservados com lideranças políticas, Jaques Wagner concedeu entrevistas aos principais meios de comunicação da região.

Em Teixeira de Freitas, principal cidade do extremo sul, Wagner participou de uma entrevista coletiva, quando respondeu questionamentos relacionados com a área de segurança e obras. Também foi inevitável a pergunta sobre a questão do empresário Gilberto Arueira, morto pelas costas numa loja de celulares de Teixeira de Freitas, numa ação de policiais da Companhia de Ações Especiais da Mata Atlântica (CAEMA).

“Não posso fazer julgamento antecipado, pois as investigações ainda estão sendo realizadas. Já falei com o secretário de Segurança Pública e fui informado que já existe um delegado designado para investigar o caso. Mas caso fique provado qualquer abuso por parte de um servidor público, ele será punido como determina a lei”, disse.

Gilberto Arueira teria sido confundido com um marginal e baleado nas costas. Foto: Sulbahianews
Um pouco mais adiante o governador Wagner foi novamente questionado pelo repórter Jota Mendes, do Jornal Alerta, sobre o caso Arueira e desta vez o chefe do governo estadual foi mais longe, quando se posicionou claramente ser contra a pena de morte e disse que a polícia precisa preservar o cidadão e não atirar jamais, a não ser em situação de confronto. “Aqui no Brasil nós não temos pena de morte e eu sou pessoalmente contra a pena de morte. A lei é clara quando diz que o papel da polícia é prender e deixar que a justiça julgue. Se ficar provado o exagero, os envolvidos serão punidos”, declarou.

Aproveitando a visita do governador Jaques Wagner, parentes do comerciante Gilberto Arueira foram até o aeroporto de Teixeira de Freitas, onde realizaram um manifesto.

O comerciante Gilberto Arueira de Azevedo, 40 anos, foi morto a tiros por três policiais à paisana da CAEMA na tarde de sexta-feira do último dia 24 de setembro, ao ser confundido com um bandido que os PMs procuravam, no interior da Loja Celular & Cia Assistência e Venda de Celulares, na Avenida Presidente Getúlio Vargas nº 3.517, em Teixeira de Freitas.

No último dia 1º de outubro a Polícia Técnica de Teixeira de Freitas concluiu que Arueira foi abatido pelas costas, deitado e sem direito à defesa. A Companhia Especializada da Mata Atlântica (CAEMA) já instaurou inquérito regular militar e até agora não divulgou nenhum resultado, o que deve acontecer nos próximos dias.

Os policiais militares da CAEMA, Aurélio Sampaio Costa, Santo Andrade Moreira e Wanderson Ferreira da Silva, além da execução do empresário, são acusados de alterar o cenário do crime e ‘plantar’ uma arma no local para tentar incriminar a vítima. Se ficar provada essa hipótese, a situação dos militares deve complicar ainda mais.

Na esfera da Polícia Judiciária, as investigações estão a cargo do delegado Marcos Vinicius, coordenador da 8ª Coordenaria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas.

No início da reportagem o internauta pode ouvir parte da entrevista em áudio MP3, quando o governador Jaques Wagner fala sobre o caso.

Fonte: Ronildo Brito/Teixeira News

 

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