Futebol

Bela partida ao cair da tarde, com vinte e dois jogadores com harmonia e dribles. O apito do juiz dá o tom do tempo de jogo. Os reservas com o técnico, sentados no banco, olhando com ansiedade cada lance e os torcedores mais histéricos ainda já que só podem alterar o resultado da partida com a vibração, a bola personagem principal a única que brilha solitária num halo luminoso nas mentes de todos que assistem a partida, e se transforma numa névoa cinza ao frustrar os torcedores.

Os gritos da torcida penetram na alma de cada torcedor, e o esquecimento e devaneio são a regra, é o circo por 90 minutos. Para isto serve a rivalidade e os gritos, para estabelecer laços entre pessoas – e para criar beleza, sendo que a beleza não está na violência, mas nas expressões dos rostos após um gol, alegria crua e genuína, até pode ser dita infantil. Quando xingam a mãe do juiz o foco fica menor e até nem enxergam mais o mundo.

E tudo se dilui no apito final.

A memória não guardará quase nada dos lances, mas as sensações de alegria foram reais como na frase de Somerset Maugham:

“Mesmo que ao meio-dia a rosa perca a beleza que teve na madrugada, a sua beleza naquele momento foi real, nada no mundo é permanente e somos tolos em desejar que algo dure uma eternidade, mas seremos mais tolos ainda se não apreciarmos a beleza enquanto a temos”.

E assim é o futebol e a vida.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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