Fórmula 1: Drugovich é esperança do Brasil

Fórmula 1: Drugovich é esperança do Brasil

Depois de tantas décadas de sucessos, a relação do Brasil com a Fórmula 1 está caindo. Os níveis de desinteresse estão em máximos históricos. A ausência de pilotos brasileiros no grid é, naturalmente, o grande motivo. Os fãs mais dedicados do automobilismo seguem naturalmente com a mesma emoção, mas o coração do povo não bate do mesmo jeito nem nossa bandeira está lá representada. É aqui que entra Felipe Drugovich.

Drugovich, vencedor pronto para a próxima fase

O currículo do paranaense fala por si. Drugovich venceu o campeonato Eurofórmula Open em 2018 e a Fórmula 3 espanhola, evoluindo mais tarde para a Fórmula 2, onde se sagrou campeão em 2022. A Fórmula 2 é a última categoria de desenvolvimento antes da Fórmula 1, e é óbvio que os campeões dessa categoria, em sua maioria, acabam pegando vaga na categoria máxima. Todos os últimos cinco campeões estão ou já estiveram (Mick Schumacher acabou sem lugar para 2023) no grid.

Precisará sorte ou trabalho?

Alguns pilotos conseguem uma vaga na Fórmula 1 com um pouco de sorte. O ano passado, o holandês Nyck de Vries pegou uma vaga de substituição na equipe Williams para a corrida em Itália, por indisposição do piloto titular. Mandou tão bem que conseguiu uma contratação como titular em outra equipe (Alpha Tauri) para 2023.

Claro que a sorte, como em tudo na vida, sempre é necessária. Principalmente na Fórmula 1, que é um esporte coletivo. O Brasil recorda que o talento de Ayrton Senna em seus anos de Lotus (1985-1987) era óbvio, mas faltou a sorte de o carro ser realmente competitivo. Essa sorte, ajudada pela negociação e determinação de Senna, chegou em 1988. (Ainda assim, sorte não bastava; foi necessário derrotar Alain Prost!) E que dizer do início de 1994? Depois de três épocas lutando contra Mansell e Prost pilotando Williams, eis que a equipe britânica fraqueja quando Senna chega. Citamos declarações off the record do próprio Senna no início desse ano: “bem na minha vez, [falharam] no carro”.

Seja como for, conseguir resultados na Fórmula 1 não depende só da sorte e é bem diferente de esperar conseguir um carro vencedor, que nem um jackpot. Clique aqui se quiser se divertir e esperar um “tiro” de grande sorte. Drugovich precisará de algo mais, até porque a oportunidade não basta – ele precisará mostrar trabalho e resultados imediatamente.

Uma sequência de desapontamentos

Algo que Drugovich precisará também, misto de sorte e trabalho, é que o patrocínio não falhe. Recorde-se como o baiano Luis Razia esteve muito próximo de pegar uma vaga, mas a circunstância econômica falhou e com ela o patrocínio. Razia nunca mais passou perto do grid, mas seguiu sua carreira no automobilismo.

Na verdade, desde a estreia de Felipe Massa em 2001, os sete pilotos que se que seguiram ficaram bem abaixo de nossas expectativas. A exceção será Lucas di Grassi, que preferiu reorientar sua carreira em vez de lutar em carros não competitivos. O Brasil precisa, se não de um campeão, pelo menos de um cara competitivo, capaz de permanecer no grid por seu talento e por muitos anos, como o próprio Massa conseguiu, em meio às dificuldades após seu grave acidente em 2009.

Drugovich no caminho certo

Não é invulgar um campeão de Fórmula 2 não ter vaga na Fórmula 1 no ano seguinte. Isso mesmo aconteceu com Oscar Piastri, o campeão de 2021 que só agora se estreou, na McLaren. Drugovich é agora piloto de reserva de duas equipes (McLaren e Aston Martin) e deverá ter um belo futuro a sua frente!

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