Feira de Santana: Seguradoras atribuem risco máximo à Sales Barbosa e recusam apólices

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Os casos de incêndio envolvendo as lojas da Sales Barbosa, em Feira de Santana e a falta de ações efetivas para a prevenção de acidentes no local têm gerado grandes dificuldades para os comerciantes que desejam contratar o serviço das seguradoras ou fazer a renovação das apólices.

O comerciante da Sales Barbosa, Mário Paes informou que após os últimos incêndios, os seguros de muitas lojas estão vencendo, mas não estão sendo renovados, principalmente os que são feitos por bancos.

“A gente teve a informação que o prédio da ABC tinha um seguro pela Caixa Econômica e não foi renovado, passou o tempo e ele não conseguiu fazer novos seguros. A maioria das lojas na Sales Barbosa não tem seguro, porque as seguradoras não aceitam”, afirmou o empresário.

De acordo com ele, as seguradoras não dizem por que não vão fazer o seguro, simplesmente as propostas são negadas. “O risco é muito alto”, pontua.

O proprietário de lojas de confecções Roberto Carlos revelou que tinha uma apólice de seguro há 16 anos pelo Banco Bradesco para a loja da Sales Barbosa, mas este ano o banco disse que não tem interesse em renovar.

“Eu tive que buscar uma companhia no Rio de Janeiro, e as outras lojas tanto da Rua Marechal Deodoro quanto da Praça João Pedreira também estão seguradas, mas os valores tiveram um aumento de 70%. Na Sales Barbosa é grau 5, ou seja, de 0 a 5 estamos no máximo. Na Marechal estamos no grau 4. Todas as seguradoras não querem mais trabalhar. E uma vai passando a informação pra outra”, declarou.

O corretor de seguros Clécio Rabelo, que atua há mais de 30 anos no mercado, explica que as seguradoras impõem restrições às lojas da Sales Barbosa e de outras ruas do centro comercial devido ao alto risco de incêndios.

No caso da Sales Barbosa, o corretor afirma que o local é um ‘barril de pólvora’ e as seguradoras se negam a trabalhar com um risco tão evidente. “O corretor fica sem essa fatia de mercado. Você tem uma loja no valor de 10 milhões e vai pagar uma apólice de 4 mil de seguro com duração de um ano, correndo risco grande e evidente de incendiar, e a empresa seguradora ter que desembolsar de uma só vez 10 a 15 milhões”, justificou.

A saída das seguradoras, segundo ele, é elevar as taxas a um valor tão alto que faça com que o próprio cliente desista de contratar a apólice. “O seguro fica num valor totalmente inviável e o cliente diz que não tem condição de ser feito”, resumiu o corretor.

Fonte: Acorda, Cidade

 

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