Falência

Falência

Americanas entrou com pedido de recuperação judicial, penso que nos deparamos com uma incógnita, em relação ao futuro das transações comerciais.

A pergunta básica é a seguinte: para onde vamos? Não sei. Arrisco dizer que essa incerteza atingiu todos os setores do comércio. Há uma grande mudança e não sabemos ao certo para onde estamos sendo levados. O caminho que trilhamos pode ser mais interessante do que a chegada. O trânsito nas grandes cidades só faz piorar, consumindo a nossa fraca disponibilidade de tempo, afinal, trabalhamos, comemos, amamos, dormimos, pagamos contas e passamos horas conectados ao computador e celular. Eu sou uma pessoa que, desde que me lembro, só tenho vivido para passar por experiências, todas me fascinam.

Lembro da Kodak, provavelmente essa seja uma das histórias mais fascinantes e tristes ao mesmo tempo. A Kodak promoveu uma revolução no mundo da fotografia e liderou o mercado mundial por quase todo o século XX. O que torna a história mais chocante é que foi a Kodak a responsável a criar a primeira câmera digital em 1975. A Kodak ignorou a inovação que ela própria criou: a revolução digital. A empresa entrou para a lista das empresas que faliram em 2012.

A Nokia é um daqueles casos inacreditáveis onde perdeu para a própria transformação que propiciou no mercado global. Entre a década de 1990 e começo dos anos 2000, a empresa finlandesa dominava o mercado de celular, porém, acreditou que isso, por si só, bastaria para se manter líder. Daí que em 2007 a Apple lançou o iPhone e iniciou uma nova etapa de smartphone. Quando a Nokia resolveu atualizar o seu dispositivo já era tarde demais, o seu sistema operacional não foi aceito pelos usuários e o Android e IOS já eram os queridinhos dos usuários.

A Xerox foi uma empresa tão importante no mundo, principalmente no Ocidente, que até os dias atuais a sua marca virou sinônimo para fotocópia. Além disso, a empresa esteve, durante muito tempo, na dianteira das inovações.

Foi a primeira a criar o PC, porém, os diretores achavam, à época, que digitalizar tornar-se-ia algo muito caro. Porém, com a revolução dos computadores domésticos e impressoras multifuncionais, a empresa foi passada completamente para trás.

A Sony ainda permeia o mercado e o imaginário dos usuários, porém, nada de compara quando, em 1979, eles lançaram o Walkman e mudou a maneira como lidávamos com a música.

O Walkman era, basicamente, o iPhone da época. Porém, com a chegada dos MP3 players no mercado, as vendas do Walkman despencaram e ele morreu. Assim como os MP3 Players, mais tarde, foram mortos pelos smatphones.

O impressionante dessa história é que a Sony possuía os conhecimentos e tecnologias para lançar produtos melhores que o iPod, mas, como não tiveram a ousadia de inovar, passaram a engrossar a lista de empresas que faliram, muitas outras empresas faliram com as mudanças: Yahoo, IBM, Blackberry, Hitachi, Polaroid, Toshiba, Atari. O que acontecerá com as Casas Bahia, Magazine Luiza entre outras?

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