Elisabeth II

Minha mente estava tão em branco quanto o word a cada vez que eu o abria, quando soube da morte da rainha, resolvi fazer este texto. Quando pequeno, numa idade em que raciocinar não era o meu forte, a rainha da Inglaterra era indiferente para mim, mas ela virou uma lenda viva, após as minhas quatro décadas de vida.

A seu redor, na sua longa vida, o mundo passou por muitas transformações. Quando o seu pai morreu, em fevereiro de 1952, estava com 25 anos, tornou-se rainha reinante de sete países independentes, na minha visão conseguiu dissipar a sombra pesarosa da morte de seu pai com 56 anos, e se impor como rainha apesar de tão jovem, e sempre acreditei que o orgulho da família real, com tanta riqueza e irremediável espetáculo não aparecia na sua imagem.

Transparecia, um delicado amor pela nobre função que exercia, o mundo se curvou a ela, e com um sorriso tranquilo viu os anos de reinado passar. Se fizesse qualquer sentido e não passa nem perto de fazer, acho que podia me inclinar a dedicar este relato, bom ou mau que seja, a seu papel simbólico de transmitir um ar de estabilidade no mundo, uma sensação de segurança, no mar de terror que cada vez mais a vida vai se tornando. Deixou sua marca, não teve em sua vida o lado mundano, a noite da infância comum, os fracassos, as renúncias, a brusca emoção de uma nuvem no céu. Foi rainha do sentido real da palavra.

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