Diversidade é a marca das 13 zonas turísticas da Bahia

Dos 417 municípios baianos, 154 possuem atrativos para viajantes, praticamente um em cada três cidades. O clima no estado propicia viagens durante o ano todo. Quer para destinos de praia, cachoeira, cidades históricas

Antes de praticar esportes radicais na Nova Zelândia, conheça os cânions de Paulo Afonso. Em vez de ir até Bento Gonçalves (RS) para beber bons vinhos brasileiros, passeie pelos parreirais de Juazeiro. Lembre-se das águas termais de Cipó e Jorro, a 240km de Salvador, antes de se banhar nas piscinas naturais de Caldas Novas (GO). Troque os leões marinhos de Punta Del Este, no Uruguai, pelas baleias de Alcobaça, cidade miúda do extremo sul da Bahia.

Todas estas opções baianas constam no Novo Mapa Turístico Brasileiro divulgado no final do ano passado pelo Ministério do Turismo, que divide cada um dos 27 estados em regiões exploráveis e traz desde destinos consagrados, até locais ainda selvagens.

A Bahia está dividida em 13 zonas, e entre os 417 municípios do estado, 154 possuem atrativos para viajantes, de acordo com o órgão. Praticamente uma em cada três cidades baianas pode atrair visitantes. “Observe que, pra quem acha que a Bahia é só sol, praia, azeite e carnaval, a gente apresenta o turismo de negócios, o de esporte de aventura, o de cultura… Em Lençóis, por exemplo, além da paisagem, temos o Festival de Inverno. Temos belíssimas cavernas em Barreiras. Temos cachoeiras e mais de duas mil nascentes de rio em Iguaí, no Sudoeste do estado. Você pode até passear de catamarã em Feira de Santana, se quiser”, afirma o diretor de serviços turísticos da Bahiatursa, Weslen Moreira.

E já que nesta terra tem sol o ano inteiro, o turismo na Bahia desfruta de uma vantagem: bons roteiros podem ser pensados para todos os meses, e não apenas os de alta estação. E tem mais: 52% dos visitantes da Bahia são baianos, de acordo com os dados de 2012 da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). “Só não temos neve ainda, se bem que choveu granizo em Feira de Santana”, brinca Moreira.

1 – Baía de Todos os Santos

Aratuípe, Cachoeira, Itaparica, Jaguaripe, Santo Amaro…

A multiplicidade da capital baiana, do Recôncavo e da região cativa visitantes de todos os cantos, podendo ser vista e sentida no sincretismo religioso, na musicalidade, no folclore e história, em que a pujança dos povos índios nativos e do colonizador português se harmoniza com a herança africana da cidade com maior população de origem negra fora da África.

2 – Caminhos do Oeste

Barreiras, Santa Rita de Cássia, São Desidério…

De terreno plano e vegetação típica do cerrado, o oeste da Bahia é uma região rica, devido ao sucesso do agronegócio: é o principal produtor de grãos do Norte e Nordeste do Brasil. O Oeste Baiano preserva a maioria das suas belezas naturais praticamente intactas – afluentes na direção do Rio São Francisco formam cânions, grutas e vales onde é possível contemplar a beleza e praticar esportes aquáticos.

3 – Caminhos do Sertão

Canudos, Cipó, Ribeira do Pombal, Uauá…

Marcado pelo clima e vegetação peculiares, o sertão possui destinos para o turismo histórico, cultural e religioso. Pelo fato de ter sido palco de importantes fatos históricos, algumas cidades desta região, a exemplo de Canudos, comportam um grande acervo cultural. O Parque Estadual de Canudos, por exemplo, foi palco de várias batalhas da Guerra de mesmo nome.

4 – Caminhos do Sudoeste

Iguaí e Vitória da Conquista

A região Sudoeste da Bahia está situada numa faixa do semiárido e tem demonstrado grande vocação para o turismo de negócios e cultural. A cidade de Iguaí é um dos municípios com maior potencial turístico, já que possui paisagens naturais com trilhas, cachoeiras, centenas de nascentes de rios e cafezais que, juntos, formam mosaicos de rara beleza.

5 – Chapada Diamantina

Andaraí, Ibicoara, Mucugê, Palmeiras…

Trilhas abertas por garimpeiros revelaram a região de nascentes da Bacia do Paraguaçu, que abriga inúmeros rios, cachoeiras e poços de águas cristalinas. É onde fica o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que abriga uma biodiversidade ainda parcialmente desconhecida.

6 – Costa das Baleias

Alcobaça, Caravelas, Itamaraju, Mucuri…

O litoral é marcado pela presença de baleias, especialmente as Jubarte, e por falésias de até 25 metros (Parque Nacional Marinho dos Abrolhos). Formado por cinco ilhas, o Arquipélago de Abrolhos reúne biodiversidade em um mar de águas rasas e cristalinas, recifes e cavernas submarinhas.

7 – Costa do Cacau

Canavieiras, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Pau Brasil, Santa Luzia…

Ao longo dos 180 km de estrada que unem Itacaré a Canavieiras, passando por Ilhéus e Una, o que se vê são magníficos cenários onde as matas se debruçam sobre praias de areias brancas, lagunas, manguezais e reservas naturais. São seis as unidades de conservação, entre elas a Reserva Biológica de Una, santuário do mico-leão-da-cara-dourada, ameaçado de extinção.

8 – Costa do Dendê

Cairu, Camamu, Ituberá, Maraú, Valença…

Praias de águas mornas, rios, matas, cachoeiras e trilhas ainda primitivas. Ao longo dos 115 km de litoral fica um arquipélago com 26 ilhas. A maior delas é a Ilha de Tinharé, onde fica Morro de São Paulo, um dos locais mais procurados pelos visitantes.

9 – Costa do Descobrimento

Eunápolis, Itabela, Porto Seguro…

Aos pés do Monte Pascoal, uma sequência de praias, falésias, recifes de corais, manguezais, matas e rios se estende por 150 km. A região foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela Unesco.

10 – Costa dos Coqueiros

Conde, Entre Rios, Esplanada…

Ao norte de Salvador está a Costa dos Coqueiros, 193 quilômetros de praias cercadas de rios e dunas, que abrigam riquezas ambientais únicas ao longo da Estrada do Coco e da Linha Verde – a primeira rodovia ecológica do país.

11 – Lagos e Cânions do S. Francisco

Abaré, Glória, Paulo Afonso, Rodelas…

Uma região propícia aos esportes radicais. Suas águas formam lagos e cachoeiras. O cânion do rio São Francisco tem uma extensão de 65 quilômetros e se inicia em Paulo Afonso, que tem paredões de até 100 metros de altura.

12 – Caminhos do Jiquiriçá

Amargosa, Cruz das Almas, Milagres…

Cachoeiras, rios, morros, flora e fauna exuberantes vêm despertando o interesse de inúmeros visitantes, desde os que buscam contato com a natureza àqueles que preferem a prática de esportes radicais.

13 – Vale do São Francisco

Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Remanso, Sobradinho…

Na região, os vinhos finos dão um sabor especial à culinária sertaneja. Essa já é considerada o segundo pólo de produção de vinhos no Brasil. Faz parte do roteiro enoturístico passear pelos vinhedos, aprender a colher uvas e conhecer suas potencialidades, visitar a adega de barris de madeira e conhecer de perto o preparo do vinho. Um dos roteiros é o Vapor do Vinho- Juazeiro- Sobradinho – Casa Nova –incorpora-se a este roteiro a Eclusa, que permite às embarcações vencerem o desnível criado pela barragem, garantido assim a continuidade da tradicional navegação entre o trecho do Rio São Francisco.

 

 

 

Fonte: Joana Rizério/Correio

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