Dilma é eleita 1ª mulher presidente com 56% dos votos

Dilma é eleita 1ª mulher presidente com 56% dos votos
Foto: Google
Nunca antes, na história do Brasil, uma mulher é eleita presidente da República — ou, segundo acepção cunhada por ela mesma, “presidenta”. Ontem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a apuração que elegeu Dilma Rousseff como a 36ª presidente da República Federativa do Brasil, desde a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.

Nesse segundo turno, Dilma somou mais de 50 milhões de votos, abriu uma diferença impossível de ser revertida em favor de seu adversário, o tucano José Serra, e garantiu sua entrada no Palácio do Planalto para um mandato de quatro anos. “Eu governarei para todos, conversarei com todos os brasileiros”, prometeu, referindo-se à possibilidade de que os votos viessem a confirmar o que as pesquisas já indicavam.

Nunca, também, na história deste país, uma ex-guerrilheira assume o poder de governar uma nação. Nascida em família de classe média alta e educada de modo tradicional, logo Dilma interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, após o Golpe Militar de 1964. Iniciada na militância participou de organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (Var Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Oban (onde passou por sessões de tortura) e depois no Dops.

Nunca, igualmente, um candidato chegou à Presidência sem nunca ter disputado eleição nem para vereador. Ela traz na bagagem apenas experiências administrativas como secretária municipal e estadual, ministra das Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, assumindo o cargo em meio ao escândalo da Casa Civil e precedendo o atual caso envolvendo a ministra Erenice Guerra.

Nunca, ainda, um presidente da república (Luiz Inácio Lula da Silva) deixa seu cargo com tanta força a ponto de influenciar os rumos da escolha do Brasil. A petista afirmou governará “com todos os partidos que integraram a coalizão eleitoral (dez, no total)”.

O novo presidente da República e os governadores eleitos ontem serão diplomados em 17 de dezembro, último dia previsto pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A posse será em primeiro de janeiro. Para candidatos eleitos no primeiro turno, o prazo de diplomação já está aberto.

Os deputados federais, estaduais e senadores tomam posse no dia primeiro de fevereiro. A partir da diplomação, partidos e coligações têm 15 dias para pedir a impugnação de candidatos. Essas ações devem conter provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. Depois desse período, as ações não serão mais aceitas. Os candidatos têm até amanhã para apresentar a prestação final das contas da campanha. Os que foram para o segundo turno têm prazo até o dia 30 de novembro.

Números parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral após 37,6% da apuração da eleição deste domingo totalizada apontam para uma taxa de abstenção de 20,1% no segundo turno.

Fonte: DCI Comércio

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