Desafios Prioritários, Educação e Mudanças

 

Hamilton Farias de Lima, professor universitário.

                                     “A gente tem é que sonhar, senão as coisas não acontecem”,                                                                                                     Oscar Niemeyer (1907- 2012).

Não foram poucas as vezes em textos relativos ao desenvolvimento político-social brasileiro, expostos aqui na Coluna do Jornal , que os termos Mudança e Educação assumiram protagonismos à altura dos seus significados  e, mais ainda, como corolários  imaginários e especiais dos que sonham e desejam um mundo melhor, no melhor mundo de cada um.

Nas asas dos sonhos e, por vezes, cavalgando a esperança, o educador alimenta fervorosos propósitos no seu mister de apoio à causa da transformação educadora, acompanhando o dia a dia do aprendente e orientando-o em suas  “viagens” pelas trilhas da Educação. Ele busca, no exercício da docência, segundo suas crenças, a materialização das mudanças a se projetarem segundo as dinâmicas quanti-qualitativas dos novos tempos desejáveis para a sociedade e, de modo especial, para a Educação da juventude brasileira.

Educação formulada para o trabalho e para a vida, numa ótica de Brasil republicano e cidadão, com olhos voltados ao seu futuro, implica necessariamente em rever políticas setoriais desde o ensino fundamental ao médio e, daí, ao superior, com as necessárias visões de interesses econômicos e sociais, quer em distintas localidades, regionalidades, quer de âmbito nacional. Assim, muitos são os desafios e as prioridades a serem estabelecidas, num quadro de mudanças!

Para a Educação, percebe-se que não há um modelo único, como padrão a ser instituído, salvo as diretrizes do núcleo básico definido anteriormente, associando-se a tanto as questões relativizadas às diversidades de profissionalização já a partir do 2° grau; a adoção de tecnologias modernas, frutos dos avanços da ciência e em consonância com os estratégicos interesses sociais demandantes da Nação, quando o norte idealizado aponta para a melhoria do ensino, a qualidade de vida consequente e, ao final, o necessário desenvolvimento estratégico nacional.

São elucubrações afloradas no momento que antecede à nova gestão federal brasileira, para o quatriênio 2019-2022, e refletindo sobre um quadro anterior reprovado pelos números da ultima eleição onde o que mais se alardeia para o País são as mudanças prometidas, em todos os setores brasileiros e, certamente, em sua Educação. É o reescrever da historia brasileira!

A singularidade do momento com seus desafios; a definição de novas diretrizes governamentais, naturalmente, geram expectativas diversas e, por vezes, incompreensões. São tantos os problemas acumulados ao longo do tempo, em face da insânia de administradores conhecidos e reprovados, que não se estranham os descréditos em mandatários do setor público e privado quando o tema é a gestão dos recursos brasileiros e sua destinação. No entanto, o instante é significativo e adequado às reflexões para as futuras definições que signifiquem uma reconstrução brasileira, tarefa de muitos e de todos aqueles imbuídos pelas Mudanças que não podem, mais, tardar!

A expectativa reinante no povo brasileiro é a de que haja um entendimento sedimentado nos valores que apontam ser o destino dos recursos públicos – e sem desvirtuamentos -, senão aquele consoante às inúmeras necessidades da população.  E se não houver, no primeiro momento, como atender a todas as questões e seus desafios é de bom alvitre lembrar que, se governar é escolher prioridades, a Educação nacional, no viés das Mudanças ansiadas, está a requerer um esforço hercúleo que compatibilize as dimensões territoriais brasileiras à grandeza do Ensino que se deseja qualificado para o futuro do Brasil.

É sonhar agregando a tanto os sonhos daqueles que acreditam que as Mudanças são possíveis!

 

 

 

 

 

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