Democracia

Então, as luzes todas se acenderão na consciência dos cidadãos no dia 15 de novembro, no momento de escolher o futuro prefeito. Fazendo-se uma claridade dolorosa na opção escolhida, já que tudo começará a se mover no sentido de dar poder àquela pessoa sem conhecer sua alma, apenas as suas promessas.

Há sempre motivos mil de indignação para os políticos. Está certo, o poder muda a vida de quem é eleito. Ele, que não se opunha sequer àquela mosca parada no balcão, agora é prefeito.

A democracia pode levar ao caos ou ao crescimento. As circunstâncias dos partidos aproximam ou separam as pessoas, interrompem ou fomentam relações até entre pessoas de personalidades muito diferentes.

O voto é o momento da reflexão que dá o poder da ação aos políticos vencedores. Antes na campanha, são personagens sem cores, caminhando por momentos que contêm promessas esperando o momento de glória.

Democracia é escolher o futuro, aquele ideal que está dentro de cada ser vivo. Todos nós desejamos um caminho seguro e no dia da escolha o desejo se expande, quase como um ideal de vida.

Escutar sem julgar é, provavelmente, a maneira mais simples de criar uma conexão na hora de escolher seu candidato. Mas, em algum lugar está escondido o ponto negro, encravado lá no fundo, bojudo e fluido como uma ‘nuvem-nebulosa’ que, inesperadamente, se dilata e desce para arrastá-lo, sugá-lo com fúria até as raízes.

Temos exemplos na história como Hitler, eleito pelo povo alemão; sim, o pontinho monstruoso está no meio dos candidatos. Nestes dias de campanha o mundo é a rua, a praça, o bairro, a cidade. E tudo irá acontecer com a naturalidade do inevitável.

Espera-se em primeiro lugar fidelidade ao seu povo. Essa fidelidade se expressa, principalmente, no cumprimento do programa de governo e que tenha as qualidades necessárias para uma vida política sadia (honestidade no exercício de cargo público; transparência nas atividades públicas; separação completa entre os recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas, do partido. E que este ato do sufrágio universal seja realizado com sabedoria e prudência.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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