De volta ao Brasil, baiano conta sobre experiência na Líbia

“Rafa estava com saudades de você, vamos tomar sorvete?”, as palavras foram da pequena Luna, de 2 anos e 10 meses para o primo o técnico em edificações Raphael Carvalho, de 24 anos, um dos 148 brasileiros que estavam na Líbia e que retornaram ao Brasil. Ao todo, 12 baianos estavam no país a serviço de empresas, como a Construtora Queiroz Galvão, na qual ele trabalha.

Os pais de Rafael Francisca e Antônio Fernando Carvalho não continham a emoção em poder abraçar o caçula. “A minha vontade era pegar o primeiro avião e ir para lá ficar perto de meu filho”, desabafou a mãe.

Em casa, Rafael disse que não esquecerá o que passou na Líbia. Ele conta que não conseguia dormir, embora estivessem longe do local dos conflitos. “Estávamos em um hotel em Benghazi e em uma casa no bairro de Badalino, prontos para deixar o país, mesmo com todo o esquema de segurança, tínhamos medo de explosões ou de bala perdida. Só hoje consegui dormir despreocupado”.

Os brasileiros também receberam ajuda de colegas líbios. “Eles foram importantes para que saíssemos de lá em segurança”, frisa. O feirense conta que saiu do país africano no sábado de navio que partiu em direção à Grécia no domingo pela manhã. Na segunda-feira, pegaram um voo para Recife, com escala em Portugal.

Para receber o filho, dona Francisca preparou um almoço especial, cujo cardápio ele não quis revelar. “Agora nosso coração está aliviado, não aguentávamos mais de tanta expectativa. Mesmo ele dizendo que estava bem, queríamos ver de perto para acreditarmos”, disse a tia Elidelma Feitosa.


Fonte: Alean Rodrigues / A Tarde

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