De que lado você está!?

O estado e a sociedade estão há muito tempo perdendo a guerra contra o tráfico de drogas e a violência dele decorrente. Há alguns anos, a legislação vem ficando mais dura contra o tráfico e o traficante, porém, o que nos parece, é que cada vez mais as drogas tomam conta do nosso país.

O Rio de Janeiro continua lindo, mas as favelas, não! Armas de guerra, ocupação do exército, balas perdidas, escolas fechadas, milícias de policiais corruptos, disputa de facções e tudo mais indicam que a situação é grave. Aparentemente não há solução para a violência que tomou conta das grandes e pequenas cidades do Brasil depois que o crack, droga muito barata e de alto poder viciante, alastrou-se pelo Brasil.

O tráfico de drogas funciona como uma grande empresa: têm os fabricantes, existem os grandes compradores, há os transportadores, os grandes distribuidores, os gerentes, os subgerentes, os seguranças, os entregadores, etc. Trata-se de um grande negócio que propicia muito lucro para quase todos que dele fazem parte.

Quando qualquer um desses componentes morre ou vai preso, automaticamente, a empresa o substitui. A empresa do tráfico não para, não entra em crise, não vai à falência, não sofre com o aumento do dólar ou com a inflação.

O que sustenta uma empresa tão lucrativa? Isso, caro leitor, é o usuário que banca essa farra. A violência que o tráfico produz no Rio de Janeiro e em tantas outras cidades é financiada pelo usuário. Mas, há cada dia que passa, a lei vem tratando o usuário como um pobre coitado doente e não cobra dele a fatura desse prejuízo. Não tenho dúvida de que muitos usuários são doentes, mas enquanto houver consumidor, haverá sempre de existir fornecedor.

É a lei da oferta e da procura. Aquele que fuma um “baseado” de maconha inocente na praia, aquele que cheira cocaína só nas festas de fim de ano, aquele que fuma crack só quando bebe cerveja com os amigos, todos esses são responsáveis pela violência que se alastra no nosso país.

Por isso, as leis rígidas, a polícia, a justiça e todos aqueles que lutam contra esta empresa do tráfico estão “enxugando gelo”. Enquanto o usuário consumir livremente a droga, enquanto houver consumidores, a empresa há de continuar produzindo, há de continuar fornecendo.

Precisamos, enquanto sociedade, decidir: ou criamos leis duras contra usuários, punindo o consumidor tanto ou mais que o próprio traficante, ou liberamos de vez o consumo e que Deus os acuda. Não vejo, sinceramente, meio-termo nessa luta entre o bem e o mal.

Só não podemos dizer que o usuário é tão inocente quanto eu e você, que jamais financiamos essa guerra. De que lado você está!?

 

 

 

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