Cynara Novais lança seu terceiro livro: Carta Poema

Por Petrina Nunes/ O Sollo

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A poetiza Cynara Novais lança na próxima quinta-feira, 07 de abril, o seu terceiro livro intitulado Carta Poema. O evento será realizado no auditório do Instituto Francisco de Assis, localizado na Rua Sagrada Família, bairro Bela Vista, Teixeira de Freitas, às 19 horas.

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O livro é de poemas e sua temática aborda assuntos do cotidiano, sendo essa uma das principais marcas na escrita de Cynara. Além desse livro, em 1994, com o apoio do CNPQ, ela lançou o livro Interiores. Em 2000, o CD, também de poemas, Azul. Depois, veio o livro de contos A cor da infância , em 2006, e participações em antologias: Novos Valencianos, Antologia Poética do Trabalhador da Indústria e 60º Antologia Poética de Escritores Contemporâneos da Câmara Brasileira de Jovens.

Porém, Cynara escreve poemas desde os 11 anos, quando começou a ter amor pela poesia. Ela nasceu em Nova Viçosa, Bahia, em 13 de março de 1969, mas escolheu a cidade de Teixeira de Freitas, extremo sul baiano, para residir e trabalhar.

Ela é formada em Pedagogia, mãe de dois filhos, o Samuel e a Alice, mas quando perguntada sobre sua profissão, ela resume que é ‘poetiza’, pois sobrevive da força e delicadeza que encontra nas palavras.

Sobre o livro Carta Poema, Cynara disse ao jornal O Sollo que a poesia que retrata o dia a dia é a sua marca, isso tudo escrito com um “viés de delicadeza e simplicidade”, de forma que toca e embala o leitor, que se ver envolvido por uma história contada em forma de poesia. Quem quiser se encantar com os trabalhos de Cynara pode acessar o blog dela: http://cynaranovaes.blogspot.com.br.

Conheça um pouco do trabalho de Cynara Novais:

Nome

 

As Rosas,

as Hortênsias,

Dálias,

Margaridas…

E eu?

Que faço eu na primavera

sem ter nome de flor?

 

(Cynara Novaes)

 

Esvaindo

 

Em breve desfiaria como quem teve,

na roupa, puxado um fio…

E desaguaria como nuvem

perante a dor do fim do dia.

Nada havia na panela da noite,

tudo havia na bacia enferrujada do coração:

lembranças de sertão, sais em pedras,

panos esgarçados e rotos, linhas sem a guia da agulha.

E evaporaria como éter, e desapareceria como fumaça.

(Cynara Novaes)

 

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