Conhecendo o perfil agropecuário do Extremo sul da Bahia

Desde quando cheguei ao Extremo Sul a conversa que sempre escuto, é que na região específica do município de Porto Seguro e seus distritos, não se obtém nada com a agricultura ou pecuária, que é uma região pobre em cultivos. Achei estranho estas colocações, pois, como gosto do meio rural e procuro me atualizar, a pergunta que ficava dentro de mim, era porque nesta terra não se cultiva nada e quando me deparo com as dias feiras existentes na cidade, vejo dezenas de produtores expondo seus produtos e os comercializando semanalmente.

Podem ser duas alternativas, ou produtos comprados fora e comercializados aqui ou realmente produzidos na região. Portanto, fui em busca da resposta, e posso afirmar com toda certeza que existem dezenas de produtores, pequenos, médios e até grandes em nossa região. Tive a oportunidade de conhecer um produtor de café, totalmente irrigado, em uma região com temperatura até um pouco mais amena, produzindo com tecnologia apurada e que sem sombra de dúvidas, como me afirmou, não deixa esta terra por nada, o que precisa para melhorar é mais ter uma unidade de armazenamento e comercialização, porque muitos outros produtores menores só não estão produzindo por não terem onde vender e armazenar.

Pude presenciar pecuaristas que possuem terras e condições de produção, faltando apenas uma intermediação dos negócios, através de uma associação atuante ou mesmo de uma cooperativa com visão de futuro.

Portanto, concluo que nesta terra tudo que se planta, realmente dá. A visão de futuro, a força de vontade e o desejo de fazer de sua terra altamente produtiva, são fatores para se mover e agir, são pessoas não com pensamento positivo, mas sim pessoa com mente positiva, que transformam uma realidade.

Com isso, digo a todos os produtores de nosso município, vamos nos unir em prol de um mesmo objetivo, transformar o meio rural, fazer de nosso solo a nossa sustentabilidade, com mente tranquila, espírito forte e muita fé em Deus.

Extremo Sul da Bahia terá primeiro campo experimental de café Conilon

O Extremo Sul, única região produtora de café conilon no estado e responsável pela posição de destaque da Bahia no ranking nacional de produção, deverá sediar ainda este ano a primeira estação experimental especializada. Para viabilizar a implantação da unidade, foi assinado na tarde, 13/02, durante o primeiro dia da Festa do Café Conilon, um protocolo de intenções. A iniciativa é da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em atendimento ao pleito dos cafeicultores da região. Além do órgão estadual, integram o termo de compromisso, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), o Ministério da Agricultura, através da Ceplac, além do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Itabela, e o instituto de pesquisa Incaper, do estado do Espírito Santo. Representações de todos os órgão se fizeram presentes no ato.

Depois da solenidade, que contou com a participação do Secretário da Agricultura, Eduardo Sales, a comitiva seguiu para a propriedade da Ceplac, onde deverá ser implantada a estação, para definir em conjunto as responsabilidades de cada órgão, estratégias para implantação. “Durante essa rodada de trabalho, a expectativa é de que seja formada uma equipe de trabalho, já na próxima semana, para a delimitação dos experimentos, da área a ser trabalhada, planejamento e projeção de custos”, explicou o secretário. Fizeram parte da comitiva o superintendente do Sebrae, Edival Passos, o presidente do instituto Incaper, Evair Melo, o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes, o superintendente da Ceplac, Antônio Zózimo, além de autoridades local.

A sexta edição da Festa do Café Conilon aconteceu no município de Itabela, no dia 15/02, reunindo mais de 10 mil pessoas, entre produtores, empresários, pesquisadores, extensionistas e o público em geral, atraídos por uma programação rica e diversificada, com a realização palestras, painéis temáticos, dinâmicas motivacionais, visitas técnicas e atrações artísticas. “Uma verdadeira mostra tecnológica de tudo que há de mais moderno em tecnologia aplicada de produção”, definiu o coordenador do evento e representante do Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, Idalício Viana. No evento, 40 empresas expositoras participam.

Durante o primeiro dia de festa, foi apresentado um panorama do café conilon no Brasil e no mundo, bem como as principais tecnologias desenvolvidas e aplicadas, desafios e oportunidades, visando uma cafeicultura mais sustentável. A escolha da área, variedades, mudas, espaçamento, vergamento, plantio em linha, poda programada, ciclo: tecnologia de colheita e pós-colheita, são alguns dos assuntos que estão sendo tratados. Outra temática se refere às diversas formas de empreendedorismo e de economia dos recursos que podem ser trabalhadas na adubação racional do café conilon. Os produtores também obtiveram respostas sobre como aumentar a produtividade sem interferir na qualidade da produção e a importância das diversas formas de organização, seja cooperativa, seja associativa, na garantia de comercialização.

Durante as visitas de campo, demonstrações de experiências exitosas de café irrigado, via gotejamento, com vergamento e fertirrigação, que garantiram uma produtividade 60% a mais. A técnica consiste no envergamento de um galho de uma planta de dois meses, do qual é possível produzir até seis ramos produtivos. A pulverização aérea também será demonstrada.

Fonte: Seagri

Contratações do crédito rural chegam a R$ 56,3 bilhões

Liberação dos recursos programados para a safra 2010/2011 ultrapassa 56%. Financiamentos para cooperativas, máquinas e médio produtor são destaque

As contratações do crédito rural passaram de 56% do total programado entre julho de 2010 e janeiro de 2011. Nesse período, os produtores contrataram R$ 56,3 bilhões dos R$ 100 bilhões previstos para a agricultura empresarial. O número mostra que os financiamentos do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 superaram em 20,5% o volume contratado em período igual no ano passado (R$ 46,7 bilhões).

“O resultado reflete o bom cenário para a agricultura no Brasil e no mundo, com os preços das commodities valorizados. A situação estimula tanto o empreendedor como os agentes financeiros que operam o crédito rural”, avalia o diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo.

Os recursos para custeio e comercialização ultrapassam R$ 42 bilhões, o que representa quase 56% do valor previsto para safra atual (R$ 75,5 bilhões). Os desembolsos dos programas de investimento chegam a R$ 8,3 bilhões. Além desses recursos, o governo colocou à disposição linhas especiais de crédito. Destaque para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI-K), voltado à compra de máquinas de equipamentos agrícolas. Até janeiro, 93% do programado já estavam nas mãos dos produtores. São R$ 3,7 bilhões dos R$ 4 bilhões direcionados a essa linha de financiamento.

O crédito rural destinado a cooperativas também está com bom desempenho. Por meio do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) já foram liberados R$ 1,7 bilhão, 88,2% do programado no Plano Agrícola e Pecuário. Outros R$ 869 milhões foram contratados pelo Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), o equivalente a 43,5% do previsto para safra.

Já para o médio produtor foram liberados cerca de R$ 3,2 bilhões dos R$ 5,65 bilhões, entre julho de 2010 e janeiro de 2011, pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). No segmento de custeio e comercialização, esse valor chega a R$ 2,4 bilhões, ou 63% do programado. Para investimento, as contratações alcançaram R$ 700 milhões contra R$ 436 milhões no mesmo período do ano anterior.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

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