Confiar e aprender a seguir

“Respondeu Jesus: Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça. E João concordou.” (Mateus 3.15)

Diante da resistência de João em batizar Jesus, por compreender (acertadamente) que não fazia sentido Jesus ser batizado por ele e que, na verdade, o Mestre é que deveria batiza-lo e a todos os demais, Jesus respondeu pedindo a João que confiasse. Jesus veio para nos redimir e como nosso Salvador foi entre nós o que nós tanto precisamos ser, e falhamos. Veio e deixou-nos exemplo para que aprendamos imitando-o. É possível e natural não conseguirmos ver o completo sentido do que Ele faz e nos chama a fazer. Mas precisamos confiar. Este precisará ser o caminho muitas vezes. Não nos parecerá importante. Não entenderemos. Mas Ele nos pede para confiar. Nem sempre veremos para podermos crer. Precisaremos crer para podermos ver. Nem sempre compreenderemos para obedecer. Precisaremos obedecer para então compreender. E talvez compreenderemos somente no final.

João não podia ver o quadro completo, o completo sentido daquele momento de Jesus com ele. Jesus submetendo-se ao batismo e sendo batizado por Ele. A vida de Jesus foi de submissão. A mais exigente delas, a submissão à cruz. “Pai, se há outra maneira, livra-me de precisar beber desse cálice. Mas não seja como eu quero, mas como Tu queres” (Mt 26.39). Quando ao batismo, Jesus foi naquele dia ao Jordão para submeter-se também e isso ficou registrado para que soubéssemos. João, no final de seu Evangelho, declarou que Jesus disse e fez muitas mais coisas do que as que foram registradas (Jo 21.25). E as que foram, o foram para que possamos crer. E entre elas está o batismo. Ele não era necessário para Jesus e para nós não é dispensável!

No batismo tenho algo simples em que posso juntar-me ao meu Senhor, sendo batizado como Ele foi, e identificando-me um pouco mais com Ele naquilo que é mais fácil. Nesse passo simples, posso fortalecer-me mais outros, mais desafiadores. Posso ser inspirado a fazer o mesmo naquilo que é mais difícil. Segui-lo no batismo é fácil, mas não é será tão fácil tomar a minha cruz como Ele tomou a dele. A Sua cruz me redimiu. E quando a minha for relacionada à remissão do meu irmão? Quando for o perdão que devo dar, o amor que devo demonstrar, a ajuda que devo ofertar? Seguirei o Mestre? Quando um momento assim chegar, posso voltar ao meu batismo, recordar a fé que me levou às águas. Lembrar-me compromisso e da dependência. E dizer a mim mesmo ou, quem sabe, ouvir do Espírito: Vamos lá! Mais um passo! Você deve seguir o seu Mestre.

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