Como tu queres

“Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: ‘Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres’”. (Mateus 26.39)

Um aspecto grandemente importante de nossa espiritualidade é o modo como lidamos com nossa vontade, com o que queremos. Há pessoas tão esmagadas e abusadas que não conseguem saber o que querem, parecem não ter vontade própria. Tornaram-se dependentes da vontade de outros. Há pessoas que aprenderam tanto a fazer apenas a própria vontade que não sabem viver de outra maneira. Tudo precisa ser e acontecer como elas querem. Uma contradição de sua vontade lhes dói como uma agressão à sua identidade. Duas doenças de extremos opostos. Entre elas estão as demais pessoas, ora lutando com a própria vontade e ora, pela própria vontade. Onde você está nesta questão?

O caminho da saúde na relação com nossa vontade não está apenas em sermos coerentes com que acreditamos ser justo ou ser nosso direito. Embora envolva isso, há algo acima disso: a soberania de Deus. O que ela nos comunica é maior do que apenas o fato de que Deus é Poderoso e está no comando. Envolve também o fato de que os propósitos, sabedoria, princípios e perspectivas de Deus são superiores aos nossos. Ele é Soberano e Suas decisões a respeito de qualquer assunto são perfeitas. Isso deve nos servir de parâmetro enquanto lidamos com nossa própria vontade. Por isso Jesus nos ensina que devemos lidar com nossa vontade submetendo-a à vontade de Deus. Quando eu quero e o que Deus quer conflitam, devo ser submisso. Jesus foi, em toda sua vida.

Vivendo entre nós Jesus submeteu sua vontade à vontade do Pai quando eram divergentes. Por isso orou: não seja como eu quero. O que temos feito? Nossa oração não deve se tornar uma luta por nossa vontade, mas uma demonstração de nossa submissão, como fez Jesus. Há quem creia que ter fé de verdade é impor a própria vontade a Deus. É orar agressivamente, não aceitando um “não” como resposta! Desculpe, mas preciso usar essa expressão: é mole?! Agir assim é assumir que nossa vontade ou desejos são plenamente confiáveis e corretos. Mas as Escrituras dizem o contrário! (Tg 4.1) Nosso coração é enganoso (Jr 17.9). Orar como Jesus é o que devemos fazer. E é preciso fé e confiança verdadeiras no Pai para dizer: que não seja como eu quero, mas como tu queres!

 

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