Celebrando a Primavera

“O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em coração”, Victor Hugo (1802-1885 )

No período que vai de setembro (23) a dezembro (21) ocorre, no Brasil, a Primavera, a estação do ano que suscita o belo, o novo, a esperança; não à toa, é referenciada como a estação das flores. Em torno dessa realidade do tempo a mãe natureza expõe em toda a sua beleza e complexidade as variadas espécies da flora e fauna; biodiversidade que se manifesta em vidas novas no processo de renovação pura e simples que se materializa num continuum ciclo vivencial dos seres sobre a terra.

No final dos anos 60, do século passado, um movimento político agitou a Europa quando o então governo da Tchecoslováquia, sob a liderança de Alexander Dubcek, contrariando a ex-União Soviética, da qual fazia parte, promoveu mudanças na expectativa de “humanizar a ordem existente” com reformas políticas, econômicas e sociais, na direção de um “socialismo democrático”.

A historia registra que o país foi invadido, Dubcek afastado de sua direção, e que a população enfrentou tropas soviéticas sem confrontos armados no movimento que ficou conhecido como “A Primavera de Praga”, resultando anos depois (1991) na divisão da Tchecoslováquia em dois países: a República Tcheca e a Eslováquia muito mais direcionados ao regime democrático.

Mais recentemente, a partir de 2011, países do mundo árabe como Egito, Líbia, Tunísia, Síria e outros presenciaram ondas de protestos populares com objetivos de mudanças sociais, fatos esses que passaram a ser conhecidos como “A Primavera Árabe”.

Em 2013, nos maiores centros populacionais brasileiros, assistiu-se a milhares de brasileiros solicitando ações políticas qualitativas na Educação, Saúde, Segurança e tantas outras áreas de interesse público; reformas destinadas a modificar um status quo ultrapassado, de moralidade eivada de corrupção e desvios à conta dos políticos que não representam um mínimo dos anseios populares como os protestos revelaram.

Eis que, em outubro próximo, o Brasil estará vivenciando sua Primavera Eleitoral: a escolha de mandatários e perspectiva de vida nova na administração pública, ou, se assim entenderem os brasileiros, a permanência daqueles que se encontram no poder ainda que sob os holofotes da mídia, a comprovar-se nesse sentido a realidade já afirmada pelo escritor francês Victor Hugo ”Entre um Governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa”.

Que tal não ocorra, o Brasil não merece!

Além do quesito refletir, necessário se faz construir a mudança por escolhas de cidadãos num plano ético e moral, lição que a população brasileira pode construir e, sobremodo, participar, comparecendo ao encontro democrático da sua “Primavera Eleitoral”, em outubro próximo, e registrando conscientemente suas opções.

 

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