Caso inédito: presidente e diretores pedem renúncia da CDL

Maria d’Ajuda Baldrae falou sobre sua renúncia em programa de rádio na terça. Foto OSollo

O Jornalismo d’OSollo teve acesso às seis cartas de renúncia protocoladas na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teixeira de Freitas recentemente, as quais esclarecem os motivos declarados pelos membros da entidade que decidiram renunciar aos cargos.

Segundo Maria d’Ajuda Baldrae, no programa de rádio Comércio em Foco, das 18 às 19h, com o apresentador Gilney Wandson, edição de terça-feira, 4 de setembro, “após seis meses de gestão, eu não esperava isso, infelizmente, mas devido a determinados ideais que não foram compatíveis com os de alguns outros diretores da CDL, achei melhor me afastar para não prejudicar nem a mim e nem a entidade. Entreguei minha carta de renúncia no dia 24 de agosto e, desde então, quem responde é o vice-presidente, o empresário do setor gráfico, Edésio Pereira de Silva”.

Ainda conforme sua entrevista, um dos seus principais desafios era reconquistar toda a confiança e credibilidade da CDL. “O nosso propósito é sempre, com foco no lojista, ir em busca de mais associados, o que, de fato, aconteceu, muitos se associaram, porque acreditaram no grupo que estava gerindo a instituição. Eu digo que um dos sucessos de nossas ações foi estreitar laços com os associados, porque queríamos ouvi-los mais”, informou Maria d’Ajuda.

A empresária que renunciou ao cargo de presidente da CDL lembrou que durante os seis meses de sua gestão, houve diversas palestras organizadas pela entidade, captação de novos associados, reestruturação da casa, e já está em curso a campanha do Natal 2018. Ela aproveitou a oportunidade, para agradecer a todos que confiaram em seu trabalho: “Sempre busquei o melhor para os nossos associados, por isso, estou vindo a público esclarecer o motivo de minha saída, já que muitos acreditaram em minha gestão. Aproveito para agradecer a todos os associados pela confiança depositada, e aos colaboradores da CDL, pelo auxílio em tudo”.

De acordo às cartas, Maria d’Ajuda Baldrae renunciou ao cargo de presidente por “motivos de ordem pessoal”. Os demais membros da diretoria que renunciaram foram Márcio Amaral Miranda da Silva, conselheiro fiscal, que não declarou no documento os motivos; Marcelo Gomes de Oliveira, conselheiro fiscal, quem afirmou que foi motivado por divergência na forma de gestão da entidade; Vera Lúcia B. de Souza, diretora de relações com a comunidade, declarou divergências existentes como razão; Caroline Garcia Policário Gomes, diretora de marketing e relações públicas, informou razões pessoais na carta renúncia; Edemilso Gonçalves de Aguilar, vice-secretário, alegou divergência na forma de gestão da entidade como motivo de sua decisão.

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