Caso Bruno: Mãe de menor deve acompanhar filho em acareação, diz polícia

Justiça permitiu presença de adolescente na noite de segunda.  Sales, primo de Bruno, já foi levado para a delegacia

A mãe do menor detido na casa do goleiro Bruno de Souza deve acompanhar a acareação que será realizada nesta terça-feira (27), no Departamento de Investigações (DI), em Belo Horizonte. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, estão confirmadas as presenças do adolescente e do primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales.

A polícia deve confrontar os depoimentos já prestados pelos dois durante as investigações sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Apesar da Justiça ter afirmado que outros presos poderiam participar da acareação, nesta tarde só devem ser ouvidos Sales e o adolescente.

Também de acordo com a Polícia Civil, a acareação será realizada na sala do delegado Wagner Pinto, que estava de férias. Devem permanecer no recinto o menor, a mãe e o advogado dele; Sales e dois advogados; um representante da Ordem dos Advogados do Brasil, em Minas Gerais (OAB-MG); o delegado Wagner Pinto e um escrivão. Outros delegados também podem entrar e fazer perguntas.

A Justiça autorizou a participação do adolescente na acareação na noite de segunda-feira (26). Segundo a polícia, ele é uma peça-chave na investigação porque, nos primeiros depoimentos, indicou os possíveis lugares onde Eliza teria sido agredida e morta. Além disso, ele teria apontado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos como suposto executor.

O advogado Eliézer Jônatas de Almeida Lima, que defende o adolescente, disse ao G1 que é contra a ida do cliente à delegacia para participar da acareação, porque ele está “muito desgastado”. O menor permanece provisoriamente em um centro de internação, na capital mineira.

Contradições

O advogado Marco Antônio Siqueira, que representa Sales, disse que seu cliente deve falar durante a acareação. Diferentemente dos outros presos, Sales já prestou outros depoimentos e respondeu questões colocadas pelos delegados.

No primeiro relato à polícia mineira, ele afirmou que viu Eliza machucada no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), e chegou a dizer que o goleiro acompanhou o grupo que levou a jovem até o lugar onde teria sido cometido o assassinato. Depois, mudou a versão.

Na semana passada, em audiência no Juizado da Infância e da Juventude de Contagem (MG), Sales foi o único, entre os suspeitos, que respondeu as questões colocadas. Todos os outros permaneceram quietos. “O Sérgio disse que o menor participou do sequestro de Eliza, que esteve no sítio quando ela esteve lá, acompanhada de Macarrão. Sérgio não falou sobre ocultação de cadáver e sobre homicídio“, disse o promotor Leonardo Barreto Moreira Alves.

Sales está preso no Centro de Remanejamento de Segurança Prisional (Ceresp) São Cristóvão, em Belo Horizonte, e foi levado ao DI na manhã desta terça-feira, para participar da acareação.

Entenda o caso

Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno. Os delegados já consideram Eliza morta.

Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno e Macarrão. Todos negam o crime.

Fonte: Globominas

 

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