Canoagem Brasileira entra para a história do esporte olímpico do país

Isaquias Queiroz e Erlon Souza garantem a prata no C2 1000m e se despendem do Rio 2016 colocando a Canoagem entre os esportes mais vitoriosos da competição

Foi emocionante do começo ao fim. A Canoagem Brasileira despede-se dos Jogos Olímpicos Rio 2016 como um dos esportes mais vitoriosos da competição e Isaquias Queiroz como o único atleta de toda história olímpica do Brasil a conquistar três medalhas numa mesma edição dos Jogos. Hoje foi a vez do C2 1000m, prova que os brasileiros Isaquias e Erlon Souza lideravam até os últimos 250 metros quando foram ultrapassados pelos alemães que ficaram com o ouro.

A final foi disputadíssima e os brasileiros remaram muito forte durante toda a prova que terminaram na 2ª colocação com o tempo de 3:44.819, atrás apenas dos alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey com 3:43.912. O bronze ficou com os ucranianos Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk com a marca de 3:45.949.

Para Isaquias o resultado (três medalhas) é fruto do trabalho de anos de treinamento, fato que que mostra a força de vontade do povo brasileiro. “A gente tem essa garra, né? De nunca desistir. Hoje ganhei com o Erlon e estou muito feliz por ter ajudado ele a conquistar a medalha. Ele também merecia ganhar essa prata, pois os últimos meses foram de muito treinamento em Lagoa Santa (local de treinamento). Mas agora é hora de descansar”, disse.

Erlon disse que estava ansioso em entra logo na água para competir. “Desde segunda-feira estou querendo entrar na água, competir e hoje graças a Deus a gente conseguiu este feito histórico. Saímos com o sentimento de dever cumprido e agora é férias”, comemorou Erlon que estava emocionado com a conquista e o carinho da torcida que gritava pelo seu nome nas entrevistas da zona mista.

 

Isaquias quebrando recordes

Com o resultado Isaquias entra não só para a história do esporte brasileiro, sendo o único atleta do país a conquistar três medalhas em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos, como também para a história da canoagem olímpica ao se tornar o primeiro atleta da categoria canoa a obter três medalhas na mesma competição. Antes de Isaquias o feito de adquirir três medalhas na mesma edição dos Jogos só foi conquistado na categoria caiaque por Vladimir Parfenovich (Moscou 80), Lars-Erik Moberg e Agneta Anderson (Los Angeles 84), Vanja Gesheva e Birgit Schimdt (Seul 88) e Rita Koban (Barcelona 92).

 

Resultados históricos e futuro do esporte

Para o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Schwertner, os resultados conquistados no Rio de Janeiro refletem o trabalho e o apoio recebido na Canoagem Brasileira nos últimos anos, mas também geram uma boa expectativa para o futuro do esporte no país. “Certamente sem o apoio recebido dos nossos patrocinadores nós não teríamos condições de chegar aqui no Rio 2016 brigando por medalhas. Agora temos um herói nacional que pode influenciar muitas crianças a praticarem a canoagem, esporte que tem um imenso potencial de desenvolvimento e universalização no país. Saímos satisfeitos com o que conquistamos aqui e esperamos continuar esse crescimento para tornar cada vez mais a Canoagem Brasileira uma potência esportiva no Brasil”, ressaltou.

Final B no K4 1000m

Na final B do K4 1000m os canoístas brasileiros Roberto Maehler, Celso Oliveira, Gilvan Ribeiro e Vagner Souta enfrentaram tradicionais adversários e terminaram a prova na 5ª posição com o tempo de 3:13.337. Em primeiro ficou o time russo com 3:06.825, em segundo o Cazaquistão (3:08.715) e em terceiro a Hungria (3:10.388).

Segundo os canoístas agora é o momento de maior crescimento do esporte no Brasil. “Esperamos que esses resultados sejam um marco, um ponto de mudança para que a canoagem se torne definitivamente o melhor esporte do país. Mostramos resultados na água, a Confederação mostrou organização e os resultados apareceram dentro d´água”, disse Gilvan. Para Roberto os resultados no caiaque também começarão a aparecer “Acredito que esse nosso resultado pode fazer muita diferença porque conseguimos também o feito histórico de vir aqui com cinco vagas (no caiaque) pro país”, destacou. Já sobre o futuro Celso reflete “Hoje a canoagem virou o esporte queridinho, temos o Isaquias que é um ícone e espero agora que a molecada possa ver a canoagem com outros olhos e que todos possamos crescer dentro do pais”. E Vagner finaliza “Queria agradecer o apoio e a torcida de todos que estiveram sempre conosco”. 

Os resultados inéditos no Rio 2016 premiam o trabalho de desenvolvimento da Canoagem Brasileira, que nos últimos anos contou com apoio significativo do BNDES – patrocinador oficial, GE, Ministério do Esporte e Comitê Olímpico do Brasil.

 

Imagens em alta resolução / FLICKR Canoagem Brasileira

https://www.flickr.com/photos/canoagembrasileira

 

Resultados

https://www.rio2016.com/canoagem-velocidade

 

Guia de Mídia / Canoagem Brasileira

http://www.canoagem.org.br/pagina/index/nome/downloads_e_links/id/223

 

Sobre Canoagem Brasileira – A Canoagem Brasileira vem ganhando destaque em níveis nacional e internacional através do trabalho incessante em transformar o esporte no país e tornar o Brasil uma das grandes potências da Canoagem Mundial. Contudo, para que isso aconteça, a Canoagem percorre o quadriênio olímpico mais importante da história desportiva brasileira e tem conseguido apoio significativo do Ministério do Esporte, Comitê Olímpico do Brasil, Comitê Paralímpico Brasileiro, Itaipu Binacional, Unimed, Seguros Unimed, e principalmente, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES que é o patrocinador oficial da Canoagem Brasileira e da GE do Brasil, mais novo patrocinador do esporte. Os atletas brasileiros contam também com apoio dos programas Bolsa-Atleta e Bolsa-Pódio, promovidos pelo Ministério do Esporte e fundamentais para o desenvolvimento da Canoagem Brasileira.

 

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CANOAGEM

Departamento de Comunicação

Telefone; +55 (41) 3083.2600

[email protected] | www.canoagem.org.br

 

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