Canil da COE adquire cão da raça Bloodhound para implantar serviço de busca inédito na Bahia

Canil da COE adquire cão da raça Bloodhound para implantar serviço de busca inédito na Bahia. Fotos:Paula Fróes/GOVBA

A busca por pessoas desaparecidas e foragidos da lei, no estado baiano, acaba de ganhar um recurso valioso. Um cão da raça Bloodhound, que tem em média 450 milhões de células olfativas, passou a reforçar o efetivo do Canil da Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil da Bahia. Batizado de ‘Hunter’ (caçador, em inglês), o cão já iniciou os treinamentos e deve atuar com os policiais da unidade nos próximos meses.

O cãozinho veio de um canil paranaense, por meio da iniciativa e do investimento de policiais da COE e vai atuar na busca pelo odor específico do humano vivo (Mantrailing), que passará a ser executada, de maneira inédita, pela COE. De acordo com o coordenador do Canil, o investigador Luís Bastos “o Hunter tem uma quantidade maior de células olfativas do que, por exemplo, um Pastor Alemão, e é um cão que tem as características natas para esse tipo de serviço. O cão busca o odor da pessoa viva e, no caso do desaparecimento de uma pessoa, será coletado vestígio de uma peça de roupa ou algo parecido e o Hunter vai seguir o rastro até localizar esse indivíduo”.

Mantrailing

O mantrailing chega para ampliar as atividades dos cães policiais, que já executam buscas por drogas e explosivos, tendo participado e contribuído para grandes apreensões. O treinamento do Hunter já foi iniciado e segue pelos próximos meses. Essa raça é de grande porte e foi, originalmente, desenvolvida para caçar veados e javalis selvagens, na Idade Média.

O investigador Marcos Melo vai montar a nova equipe responsável pela modalidade inédita, que além do Hunter vai contar com cinco policiais. “A necessidade de essa equipe ter um perfil diferenciado vem do fato de que as buscas não vão ser só por pessoas desaparecidas, mas vão se concentrar, também, em foragidos. Por conta disso, o policial humano que for compor o grupo precisa, primeiramente, gostar de animais, e possua noções táticas básicas como deslocamento em mata, conhecimento em orientação”, explica.

O Canil da COE está em operação desde 2004 e, atualmente, conta com 11 animais de diferentes raças. Nos últimos 15 anos, a unidade contribuiu para inúmeras apreensões de drogas e explosivos.

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