Artistas de Teixeira: entrevista com o desenhista José Luiz da Silva Filho

Certa vez o escritor e artista Millôr Fernandes disse que “viver é desenhar sem borracha“, no entanto para alguns, a própria a vida pode ser captada perfeitamente por meio de um desenho, seja pelo realismo dos traços ou pela sensibilidade artística presente no autor da obra.

Desenhista José Luiz da Silva Filho (Foto: Arquivo pessoal)

Esse é o caso do desenhista e artista plástico, José Luiz da Silva Filho, de 20 anos, soteropolitano de nascença, porto-segurense de criação e teixeirense por adoção. Com 8 anos de idade, se mudou para Trancoso, distrito de Porto Seguro, onde desenvolveu a sua arte. José Luiz vive em Teixeira de Freitas há apenas 8 meses, mas foi tempo suficiente para encantar a todos com seus belíssimos trabalhos.

O jornalismo d’OSollo inicia uma série de entrevistas com artistas teixeirenses, apresentando para o grande público suas obras e reflexões acerca do cenário cultural brasileiro. Segue abaixo a entrevista com o desenhista José Luiz da Silva Filho.

1. Quando despertou o interesse pelas artes plásticas e da sua atividade como desenhista?

Despertei o meu interesse pelas artes plásticas por volta dos quatro anos de idade, com seis, já não queria saber de sair pra brincar, comecei a querer evoluir nisso, por volta de nove a dez anos ganhei uma bolsa integral numa escolinha de pintura em Trancoso ( a Casa da cultura), porém fui impedido pelo meu pai de usufruir da bolsa, pois ele preferia que eu o ajudasse no trabalho dele, então desenhava somente na escola, até encontrar um novo motivo para recomeçar, sendo este motivo uma moça que me incentiva muito até os dias atuais.

 

2. Quais são suas maiores influências?

Minhas maiores influências são as pessoas do meu cotidiano, a professora Rosarlete Meireles, o professor – e agora fotógrafo – Arilton Bronze, entre outros.

3. Para você, qual é o principal papel das artes na sociedade? Seria apenas uma forma de expressão ou também atua como instrumento de transformação de consciência social?

Para mim, o papel das artes é muito importante, principalmente no processo de aprendizagem, já que as artes são trabalhadas no nosso lado direito do cérebro, nos fazendo sair de um pensamento lógico e linear, nos permitindo achar novas soluções e jeito de pensar, usando nossas emoções para influenciar ou até mesmo persuadir o outro.

 

4. Qual a sua opinião sobre o atual cenário artístico brasileiro? Considera que as polêmicas envolvendo obras, como a da exposição do Santander e do Museu de Arte Moderna (MAM) refletem que a arte precisa de um limite quando esta extrapola o campo dos valores da sociedade?

Relacionado ao cenário brasileiro eu creio estar muito decadente, não só em função das artes e das opiniões nelas expressas; mas no País como um todo. Pode se reparar que há grande influência do cenário político nas artes, vemos isso geralmente em sátiras e cartoons, porém a arte tem o poder de alienar e de persuadir alguém a respeito de algo independente de seu tipo, inclusive tenho uma possível chance de começar a satirizar algumas situações decorrentes do nosso dia a dia aqui na cidade de Teixeira de Freitas, sobre a direção do Gabriel Hortêncio, membro do PSC (Partido Social Cristão) jovem da cidade , porém quando se diz a respeito dessas “obras de artes” como a Exposição do Santander ou do Museu de Arte Moderna são obras criminosas, pois fere a Constituição brasileira e a arte tem sim os seus limites, afinal na nossa bandeira está escrito Ordem e Progresso, não há progresso sem essa ordem e para isso que as leis servem, para pôr ordem, impor os nossos direitos e deveres como cidadão quer seja artista, quer não e cabe a nós segui-las ou sofres as consequências por infringi-las.

5. Como se deu seu processo de aperfeiçoamento no domínio da técnica de elaboração artística?

O meu processo de aperfeiçoamento como num conceito geral de Arte está em constante mudança, não há artista que domine qualquer técnica na íntegra, por mais completo que seja, e como estive estagnado na adolescência, tem aproximadamente cerca de três anos que retornei a praticar, porém agora mais compenetrado no meu alvo que é o hiper-realismo.

6. Atualmente, os quadrinhos, em especial de super-heróis, têm se destacado entre o público. Você considera esse crescimento do interesse pelas histórias em quadrinhos, uma evolução ou uma degradação das artes visuais?

Na verdade como artista não posso julgar degradação em um processo contínuo. A obra de arte vive em constante mudanças e devido a essas mudanças que podemos caracterizar e dividir períodos artísticos, então a propagação e disseminação da arte é sempre uma evolução, desde que não esteja infringindo as leis.

7. Em Teixeira de Freitas possuem muitos artistas, muitos deles não expõem seus trabalhos, adotando tal prática apenas como um hobby. O que falta no município para que haja maior engajamento dos artistas de diferentes modalidades para tornar notório suas obras?

O que falta primeiramente engajamento dos artistas sim, porém falta espaço para que haja a divulgação desses trabalhos, como uma feita de Arte envolvendo artistas de toda a cidade. Até mesmo uma maneira de incentivo e de impulsionar esses artistas a evoluírem, os fazendo entender de que eles não estão só, e de que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura realmente se importam com a propagação e incentivo de tais trabalhos e eventos no município.

Por sua vez, os interessados pelos trabalhos de José Luiz da Silva Filho, podem contatá-lo por meio do número (73) 9 99960-4552 (WhatsApp) ou por meio das redes sociais, como Instagram (Cactoart) e Facebook (Cacto Art); ou pelo e-mail: [email protected].

 

5 COMENTÁRIOS

  1. PARABÉNS MEU PRIMO, VOÇÊ TEM TRILHADO O CAMINHO PARA O SUCESSO, FOCO… POIS DIANTE DE TODA PROVAÇÃO EM SUA TRAGETÓRIA CHEGARA A HORA DE COLHER OS BONS FRUTOS. SUA MÃE MERECE ISSO. FELIZ POR VOÇÊ!!!!!

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