Apóstolo Rubem Cavalcante clama: “Como pastores estamos envergonhados”

Fala do Pastor foi na Tribuna Livre na Câmara e se refere ao assassinato da pastora Marcilene e de sua prima, Ana Cristina, que teria sido cometido por outro pastor.

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Segundo a Bíblia, toda vez que o povo de Israel se sentia derrotado e envergonhado eles se quedavam diante de Deus jogando cinzas na cabeça e usando panos de saco. O apóstolo Rubem Cavalcante utilizou essa passagem bíblica para ilustrar sua fala na Tribuna Livre, na sessão desta quarta-feira (23) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC). “Para este momento eu lhes peço permissão para que eu vista esse pano de saco, representando simbolicamente a nossa vergonha como evangélicos nesta cidade. Porque como é do conhecimento público, nós envergonhamos essa cidade. Nós pastores de Vitória da Conquista causamos um tremendo mal estar. E como pastores, estamos envergonhados”, disse.

Cerca de 32 pastores participaram da sessão da Câmara durante a tribuna livre e falaram em nome das diversas entidades que envolvem a Associação Evangélica Conquistense, dentre elas a ASSECON, COMEC e Conselho de Ministros.

O apóstolo se referiu ao brutal assassinato da pastora e professora universitária, Marcilene Oliveira Sampaio, e sua prima, Ana Cristina Santos Sampaio. Um pastor, Edimar Santos, é um dos acusados do crime. Para Rubem, o crime é uma vergonha para a coletividade. “Na individualidade, não o fizemos. Mas na coletividade, pastores de Vitória da Conquista, nós assassinamos uma pastora e outra senhora. Nós matamos, causamos escândalo, entristecemos o Espírito Santo, violamos a palavra de Deus. E é como pastores envergonhados que nós estamos diante das autoridades, diante da população desta cidade para dizer: perdoe-nos”, falou.

Já o pastor Orlando Filho comentou os recentes casos de corrupção. “Não é de hoje que ouvimos falar de corrupção”, disse. O pastor repudiou “toda corrupção instalada no país” e afirmou que além da política, diversos segmentos da sociedade estão infiltrados. Ele caracterizou a corrupção como a quebra de princípios. Segundo Orlando, o sentimento é de insatisfação e inconformidade porque a corrupção rouba recursos de áreas prioritárias como educação e saúde. Em sua fala, Orlando Filho se colocou à disposição, bem como sua comunidade, para ajudar a combater a corrupção e construir novas bases para a sociedade.

Fonte: Blog do Rodrigo Ferraz

 

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