Após um mês, garoto que teve espeto cravado no olho recebe alta 

Rian Santos de 8 anos, se recupera de grave lesão no olho. (Foto: TV Bahia)

Menino enxerga bem e não tem restrições médicas, segundo família. Contudo, precisará fazer acompanhamento com neurologista.

O garoto de 8 anos que teve um espeto cravado no olho enquanto brincava, em Santa Luzia, teve alta e voltou para casa na tarde de quinta-feira (23), um mês após o acidente. O menino enxerga bem e não tem restrições médicas.

Rian estava internado no Hospital Manoel Novaes desde 22 de julho. O menino teve o olho perfurado pelo espeto após tropeçar, na porta de casa, na cidade de Santa Luzia.

A mãe do menino, Marinalva Santos, que o acompanhava no hospital durante o período de recuperação, contou que o garoto está muito feliz com a volta para casa, e foi bem recebido pela família.

“A sensação aqui é de muita alegria. Todo mundo alegre. Todos estavam esperando a chegada dele. Desde que chegou ele não para de brincar e conversar com o irmão mais novo”, contou Marinalva.

Raio-x mostra espeto cravado na cabeça da criança (Foto: Ascom da Santa Casa de Misericórdia)

De acordo com Marinalva, a única recomendação médica é que o garoto tenha consultas regulares com neurologista e oftalmologista. O acompanhamento será feito no hospital onde o menino estava internado.

Caso

Rian teve o espeto cravado no olho na tarde do dia 22 de julho. O espeto tinha 38,5 centímetros de comprimento e cerca de 12,5 centímetros entraram no menino. Ele foi socorrido para o Hospital Calixto Midlej Filho, na cidade de Itabuna, que fica a cerca de 100 quilômetros de Santa Luzia.

De acordo com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, que administra a unidade, o objeto passou pelo seio cavernoso e ficou no tronco encefálico. Na unidade, o menino passou por uma cirurgia que durou cerca de três horas e foi levado para o Centro de Tratamento e Terapia Intensiva do Hospital Manoel Novaes, também administrado pela Santa Casa, no final da tarde do mesmo dia do acidente.

Os médicos relataram que, por pouco, Rian não teve graves sequelas. O espeto entrou pela órbita direita (cavidade onde fica o olho), passou perto da carótida (artéria que leva o sangue para o cérebro) e atingiu o tronco encefálico (região que comanda as funções vitais, como o batimento do coração, respiração).

Segundo os médicos, o objeto ficou a um milímetro do nervo ótico do garoto. Essa pequena diferença podia ter deixado o menino sem enxergar ou, até, ter levado ele à morte.

Os médicos contaram que o espeto ficou, justamente, na área que poderia ser mexida sem comprometer a saúde do menino.

Informações: G1

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