Apenas 6,5% dos rios da Mata Atlântica têm qualidade da água considerada boa, diz estudo

A totalização dos indicadores medidos resulta na classificação da qualidade da água, em uma escala que varia entre: ótima, boa, regular, ruim e péssima.

Foto ilustrativa

A Fundação SOS Mata Atlântica publicou hoje, dia 22 de março, Dia Mundial da Água, um estudo que aponta um retrato da qualidade da água nas bacias hidrográficas da Mata Atlântica.

Os dados levantados nos principais rios de oito regiões hidrográficas do país, com base no Índice de Qualidade da Água (IQA), apurados por meio do projeto Observando os Rios, no período de março de 2018 a fevereiro de 2019, mostram que apenas 6,5% da água é considerada boa.

Os outros resultados indicam a qualidade da água como: péssima (1,4%), ruim (17,6%), regular (74,5%) e ótima (0,0%).

Equipe do Observando os Rios realiza análise da água. Foto: Reprodução

Entre os parâmetros analisados, estão: temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos e coliformes totais.

As análises consideram 236 pontos fixos de coleta. Esses pontos estão distribuídos em 17 estados do bioma Mata Atlântica. Na Bahia, são 14 pontos, sendo que em apenas um apresentou tendência de recuperação da qualidade, o rio Catu, no município de Alagoinhas, que saiu da qualidade ruim para regular.

O estudo concluiu também que os indicadores que se mantêm em condição boa ao
longo de anos e de continuados ciclos hidrológicos, comprovam a relação direta com a existência da floresta, de matas nativas e de áreas protegidas.

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização não-governamental que atua com a missão de inspirar a sociedade na defesa da Mata Atlântica, visando transformar valores e atitudes. Entre seus temas de ação estão Restauração da Floresta, Valorização dos Parques e Reservas, Água Limpa e Proteção do Mar.

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