Anvisa só deverá aprovar uma vacina no fim de fevereiro, diz Rui Costa

O governador Rui Costa. Foto: Arquivo/Ascom

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que, no cenário mais otimista, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) só deverá aprovar uma vacinação em massa contra a covid-19 no fim de fevereiro de 2021.

Em entrevista, o governador disse que a projeção foi feita pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante uma reunião virtual que está ocorrendo ao longo desta terça-feira, 8 de dezembro.

Além dele, participam do encontro chefes de Executivo de outros estados do país. O impasse em torno da vacinação se dá em meio à nova aceleração da pandemia no país e no mesmo momento que outras nações já iniciaram a imunização da população, dentre as quais o Reino Unido.

“Pelo relato do ministro e pelo tempo que ele entende que a Anvisa levará para avaliar as vacinas, ele fala que, na melhor das hipóteses, a visão mais otimista seria no final de fevereiro, para aprovação da Anvisa. Porque nenhuma das vacinas entregou 100% do material, da documentação, ainda”, declarou.

Rui Costa, no entanto, disse ter expectativa que uma eventual aprovação chancelada por órgãos reguladores da Europa e dos Estados Unidos antes do prazo estipulado por Pazuello possa adiantar o processo de regularização no Brasil.

“Vamos acompanhar se outros órgãos regulatórios aprovarão antes. Por exemplo, a Comunidade Europeia tem um órgão regulatório. Os Estados Unidos têm um órgão regulatório. Entendo eu que, se um órgão regulatório da mesma importância que a Anvisa tem, um órgão regulatório europeu ou dos Estados Unidos aprovar, eu acho que isso pode dar celeridade para que a Anvisa, baseada na aprovação desses órgão, possa antecipar eventual aprovação dessa ou aquela vacina no Brasil”, afirmou o governador, que diz acreditar que o governo federal vá adquirir mais de uma vacina.

Ao ser questionado sobre uma possível falta de insumos, como seringas e refrigeradores para o acondicionamento das vacinas, o governador disse que fará esse questionamento ao ministro da Saúde.

“Esse é um tema que não foi relatado pelo ministro, mas que será perguntado pelos governadores, porque é um dos problemas logísticos mais graves do que o refrigerador, porque esse nós temos condições de resolver… São os insumos, principalmente a seringa, porque não há volume suficiente de seringa no mundo pra vacinar toda a população. Porque os outros usos da seringa continuam sendo necessários. Não dá pra deslocar 100% da seringas pra vacinação [contra a Covid-19]”, disse.

Fonte: Bahia.ba

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