Alta dos produtos alimentícios é a maior desde 2002; confira

Inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano; pesquisador vê substituição pelo frango, que também sofre pressão nos preços.

Foto: Reprodução

Os preços dos alimentos sofreram mais uma forte alta em novembro, de 2,54%, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 08 de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de novembro, a alta acumulada de janeiro a novembro alcançou de 12,14% — a maior para um ano desde 2002, quando os alimentos subiram 19,47%.

Ainda faltando os dados de dezembro, no entanto, a inflação desse grupo deve fechar o ano ainda mais alta, já que os preços não dão sinal de arrefecimento.

 

Inflação dos alimentos no acumulado do ano — Foto: Economia G1
Inflação dos alimentos no acumulado do ano — Foto: Economia G1

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, enfatizou que o índice de difusão do grupo de alimentos passou de 73% em outubro para 80% o que, segundo ele, “demonstra um maior espalhamento da alta de preços entre os produtos alimentícios”.

“A gente tem os mesmos fatores que continuam influenciando na alta dos preços dos alimentos, como o câmbio num patamar mais elevado, que estimula as exportações; o preço de algumas commodities mais alto no mercado internacional e, pelo lado da demanda, ainda tem influência do auxílio emergencial”, explica.

Carnes pesaram no mês

 

A inflação dos alimentos de novembro foi a maior para um mês desde dezembro de 2019, quando ficou em 3,38%. Mas para meses de novembro, foi a maior desde 2002, quando ficou em 5,85%.

Carnes formam o item com maior peso na composição do indicador geral da inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual no mês. A gasolina, que costuma ser o item de maior peso, foi a segunda maior influência em novembro, com impacto de 0,08 p.p., seguida pelo etanol, com impacto de 0,06 p.p.

A inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano. Já a do frango, passou de 2,41% em outubro para 5,17%, com o acumulado no ano ficando em 14,02%.

“Por causa do preço maior das carnes, pode estar ocorrendo substituição delas pelo frango, pressionando maior alta nos preços deste item”, explicou Kislanov.

 

Inflação dos alimentos - mensal — Foto: Economia G1
Inflação dos alimentos – mensal — Foto: Economia G1

Veja os 50 alimentos que mais subiram no acumulado do ano até novembro

 

  1. Óleo de soja: 94,1%
  2. Tomate: 76,51%
  3. Arroz: 69,5%
  4. Feijão-macáçar (fradinho): 59,97%
  5. Batata-inglesa: 55,9%
  6. Laranja-lima: 55,64%
  7. Pimentão: 49,75%
  8. Batata-doce: 46,57%
  9. Morango: 42,49%
  10. Feijão-preto: 40,75%
  11. Peixe-tainha: 38,77%
  12. Repolho: 36,09%
  13. Cenoura: 34,41%
  14. Feijão-mulatinho: 32,6%
  15. Fígado: 31,07%
  16. Maçã: 30,2%
  17. Carne de porco: 30,05%
  18. Banana-maçã: 28,2%
  19. Costela: 26,4%
  20. Mandioca (aipim): 26,25%
  21. Açaí (emulsão): 25,41%
  22. Coentro: 25,09%
  23. Leite longa vida: 24,97%
  24. Laranja-baía: 24,08%
  25. Alface: 23,38%
  26. Músculo: 22,92%
  27. Salsicha em conserva: 22,45%
  28. Abobrinha: 22,31%
  29. Peito: 22,13%
  30. Tangerina: 22,09%
  31. Banana-d’água: 21,59%
  32. Laranja-pera: 21,29%
  33. Pera: 21,1%
  34. Mamão: 20,99%
  35. Açúcar cristal: 20,54%
  36. Pepino: 19,32%
  37. Peixe – pintado: 19,29%
  38. Peixe – filhote: 18,63%
  39. Linguiça: 17,87%
  40. Cupim: 17,65%
  41. Manga: 17,24%
  42. Salame: 17,02%
  43. Cimento: 17,02%
  44. Acém: 16,27%
  45. Leite em pó: 15,54%
  46. Cebola: 15,12%
  47. Brócolis: 15,08%
  48. Limão: 14,84%
  49. Lagarto comum: 14,81%
  50. Peixe – corvina: 14,31%

Fonte: G1

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