Aldeia Velha e Coroa Vermelha recebem projeto de qualificação profissional

Já está em plena atividade o Projeto Juventude Pataxó: Inclusão Sócio-Produtiva de Jovens Baianos da Etnia Pataxó da Costa do Descobrimento, executado nas Aldeias Indígenas Pataxó de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, e Aldeia Velha, em Porto Seguro.

A iniciativa de inclusão sócio-produtiva é objeto de convênio celebrado entre a Associação de Mulheres em Ação (MEA) e o Governo do Estado da Bahia/Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (SEDES), através do Programa Trilha/Jovens Baianos, e visa incluir socialmente 300 (trezentos) jovens indígenas, de 16 a 29 anos, por meio de cursos profissionalizantes, oficinas pedagógicas artístico-culturais, orientação psicossocial e desenvolvimento de ações juvenis comunitárias.

Trata-se de um programa voltado a jovens de baixa renda e minorias étnicas, já executado no extremo sul da Bahia. O projeto deverá contribuir com o processo de afirmação cultural e identidade indígena, além de gerar ocupação e renda para os jovens e suas famílias.

O lançamento oficial aconteceu no dia 26 de fevereiro deste ano, no Centro Cultural do Comércio Indígena Pataxó de Coroa Vermelha, e contou com a participação de diversas autoridades, lideranças indígenas e jovens beneficiários.

O projeto será executado em três fases: formação de agentes multiplicadores de Cidadania e Desenvolvimento; cursos profissionalizantes e ações de intervenção comunitária, num total de mais de 700 horas de atendimento. Além deste investimento em formação social e profissional, cada jovem beneficiário receberá mensalmente uma bolsa-auxílio do Governo do Estado da Bahia/SEDES caso atenda com as condicionalidades de participação previstas.

Para a primeira etapa, foram selecionados e capacitados educadores sociais indígenas e não-indígenas, que participaram de encontro pedagógico onde foi apresentado o projeto e sua metodologia, permitindo que estes educadores refletissem sobre o seu papel no processo de emancipação pessoal e social dos jovens indígenas que serão beneficiados pela iniciativa.

Atualmente, os educadores sociais estão trabalhando diversas temáticas junto aos jovens beneficiados. Segundo Cláudia Alves, educadora social selecionada para atuar no projeto: “É altamente gratificante participar do desenvolvimento deste trabalho junto às comunidades Pataxó. Os educandos estão motivados, aprendendo, semeando e promovendo a cidadania em suas aldeias”, disse.

Para Paloma Silva Costa, jovem de 16 anos participante: “A nossa comunidade é muito beneficiada com esse projeto, porque sei que ela será bem definida e organizada no futuro. Seremos nós os responsáveis pelo desenvolvimento social de nossa comunidade. O projeto é a porta de entrada que precisávamos” completou.

Para a implementação do projeto, a MEA conta com a consultoria especializada do Instituto Mãe Terra (IMT) na área de pesquisa, avaliação e monitoramento do impacto social previsto. O IMT tem como objetivo promover o planejamento territorial e desenvolvimento socioambiental.

Fonte: Cláudia Alves/assessora de imprensa

 

 

 

 

 

 

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