A fé que rende justiça

“Mesmo assim não duvidou nem foi incrédulo em relação à promessa de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus, estando plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido. Em consequência, “isso lhe foi também creditado como justiça”.” (Romanos 4.20-22)

A fé é um apego ao Deus que tudo pode. É um enfrentamento das circunstâncias e não uma fuga dela. Não é ignorar que os fatos são como são, mas crer que Deus tudo pode, apesar de quaisquer circunstâncias. Mas espere: não se trata de um convicção inabalável no que esperamos que Deus faça, mas uma confiança inabalável no Deus que faz sempre o que promete. Há muita gente ferida com Deus por não ter feito o que jamais prometeu fazer. Por alguma razão creram que Deus havia prometido, falado, mas estavam enganados.

A experiência de Abraão não é um modelo para realizarmos nossos sonhos, alcançar o que desejamos, mas um exemplo de como devemos crer para viver acima de nossas limitações. Paulo está nos ensinando em Romanos sobre justificação, sobre a fé que nos liberta de um estilo de vida marcado pela contradição de Deus, o pecado. Eventualmente a fé serve ao propósito de reverter circunstâncias desfavoráveis, mas sua vocação é transformar nossa história, levando-nos a viver para Deus e não para nós mesmos.

Portanto, uma grande fé é a fé que torna-me mais amoroso, mais resistente às tentações, mais livre do amor ao dinheiro, mais feliz e em paz diante do cotidiano. É A fé que nos fixa na identidade de filhos de Deus, ainda que a vida siga sublinhando nossa fragilidade. É a fé que faz pecadores ambicionarem santidade, maldosos ambicionarem bondade e orgulhosos, humildade. Porque, apesar de nós, Deus pode nos fazer novos, melhores, capazes e livres. E tal milagre acontece, porque Deus nos credita justiça em resposta à nossa fé.

 

 

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