A esperança

“Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um.” (Marcos 4.20)

Há muitos anos as igrejas batistas uniram-se numa mensagem que anunciava “Cristo é a única esperança”. Um grande movimento de evangelização e serviço aos necessitados aconteceu sob essa bandeira bíblica. Cristo é e sempre será a esperança única, mas tem se tornado em nossa sociedade apenas um líder religioso, um homem espiritualizado que viveu há dois mil anos. Para muitos é bem menos que isso – é uma criação dos seus seguidores. Um chamado “Evangelho perdido” encontrado na Biblioteca Britânica, foi traduzido do aramaico e se tornará livro em breve. Nele Jesus nasceu, viveu uma vida comum, casou-se com Maria Madalena, teve filhos e morreu. E “especialistas” afirmam que, o que sempre se suspeitou, agora está provado.

A “incredulização” segue firme realizando seu trabalho. A esperança que Cristo é precisa, mais que nunca, revelar-se nos frutos de corações férteis à semente da Palavra de Deus. A presença de Cristo na história e Seu poder não podem ser apenas uma mensagem transmitida. Precisa ser a expressão de vidas humanas sob o poder e a graça de Cristo. Nesse sentido, a esperança somos nós, é a igreja, a comunidade dos cristãos. Está na união de diferentes dons, no amor e no esforço por um somente: Cristo. Mas para isso, nosso coração precisa ser adequado.

Num ambiente equipado e orientado para a “incredulização”, os cristão precisam se esforçar. É preciso mais oração, conhecimento e profundidade nas Escrituras. É necessário resistir mais às tentações e abandonar pecados. É preciso fortalecer a igreja, pois se ela for abandonada e enfraquecer, a fé de todos nós correrá ainda mais riscos. Certamente há muitos motivos para que não se queira estar nela, mas todos eles são menores que a razão para se estar – Jesus. Ele nos mandou andar juntos, em amor, como membros de um só corpo. Dar frutos não é um dom, é uma escolha que exige esforço e firmeza. Cristo será sempre a única esperança. Mas agora, a esperança somos cada um de nós.

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