3 ninhos de rara tartaruga eclodem no mesmo

Porto Seguro – Na segunda-feira, dia 28 de março, na Orla Norte de Porto Seguro, a equipe do PAT Ecosmar monitorou em um dia só o nascimento de três ninhadas de tartarugas marinhas da rara espécie “tartaruga-de-pente” (Eretmochelys imbricata).

Somente 3% das desovas de quelônios marinhos no Brasil são dessa espécie, que nas listas nacionais (MMA) e internacionais (UICN) é considerada CRITICAMENTE AMEAÇADA de extinção, que é o grau máximo de ameaça entre os 5 previstos.

Todos os três ninhos tinham sido transferidos imediatamente após a postura, por que foram encontrados em cabanas de praia onde o pisoteio e luzes artificiais prejudicariam o sucesso de eclosão.

Antes da temporada reprodutiva, o PAT Ecosmar protocolou um oficio na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Seguro, com cópia para o Ministério Público Federal, pedindo que fossem tomadas medidas mitigadoras dos impactos das cabanas e dos estacionamentos nas praias de Porto Seguro: infelizmente nada foi feito para inibir a colocação de faróis e até postes rodoviários e inibir o trânsito de veículos a motor nas praias do município.

Assim, se faz necessária a transferência dos ninhos, que é feita por voluntários da ong treinados e capacitados, que respeitam as técnicas padrão: o PAT Ecosmar desde 1998 tem autorização do Projeto TAMAR para o manejo e a proteção de tartarugas marinhas.

A ong, formada por voluntários que não tem nenhum tipo de apoio nem do setor privado nem do setor público, está bastante preocupada com o evento que acontecerá entre 21 e 24 de abril, a chamada “1ª Quadri Aventura do Descobrimento”, que conforme release na imprensa “após a saída da Praia de Mutá ” passará também na “..Praia do Espelho”.

Nessas praias, onde é proibido o trânsito de veículos a motor, tem dezenas de ninhos de tartarugas marinhas que ainda não eclodiram: o dano que a passagem de 60 quadriciclos na praia pode causar, reduzindo o sucesso de eclosão de espécies ameaçadas de extinção, é crime ambiental, conforme quanto previsto na lei 9605/98: Art. 29. 1º. Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa I- quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;

Apesar de alguns empresários e órgãos públicos que continuam indo na contramão da preservação, hoje, os voluntários do PAT Ecosmar, pela primeira vez em 15 anos, podem festejar o nascimento de 3 ninhadas de tartaruga-de-pente no mesmo dia!

Tem muito trabalho ainda pela frente, mas contamos com a ajuda de todas as pessoas de boa vontade para deixar esse planeta um pouco melhor de como o encontramos…

QUER AJUDAR?
Em caso de desova ou de eclosão de tartarugas marinhas nunca abra o ninho: o manuseio por leigos de ovos e de filhotes de tartarugas marinhas pode causar a perda parcial ou total da ninhada.

Não mexa e entre em contato com o PAT Ecosmar ( 73 / 3679.2345 ou 3679.1224).


Fonte: PAT Ecosmar

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