2041

Como será viver daqui há duas década? O ano de 2001 vai ser lembrado nos livros de história pelos inusitados ataques terroristas aos Estados Unidos, em 11 de setembro, contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e ao Pentágono, nos arredores de Washington, sei também que 2021 será lembrado pela pandemia.

Está sombra dolorosa, não existira na cabeça de um jovem em 2041, mas nossa geração tem as imagens de vida e morte na mente como irmãos até o fim, mesmo sabendo que nascer, crescer e morrer envolverem forças além de nossas pretensões este período o morrer dependia muito mais de acreditar na ciência e ser contra o negacionismo. Em 2041,
talvez, eu apoiado numa bengala lembrarei da falta de liberdade plena e que as relações humanas foram modificadas pela tecnologia.

E que o tempo na pandemia perigosamente reprimido, começou a fluir, com outros protocolos, e me levou para longe do passado e de seu mundo. É aí que vem, não sei como, a hora neutra e eu fico em frente a uma máquinas automáticas mais convenientes para 2041. Só preciso organizar minhas preferências, escolher e então aperto o botão verde.

Na cabeça haverá uma vaga sensação de efervescência, alguma coisa morna, como um pequeno peso. Nesta idade já compreendo a vida, e comecei a comparar com o passado. Agora a pandemia assumi as proporções de um símbolo, como o atentado as torres gêmeas. Foram pontos na minha vida: Um ano escuro no meio da luz de tantos outros, uma loucura na calma que vivo hoje.

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