Zona Azul de Eunápolis: benefício ou mais um imposto para a população?

O sistema rotativo de veículos gera receita para o município, mas ainda causa polêmica entre motoristas e comerciantes sobre a sua real efetividade.

Implantada em Eunápolis desde setembro de 2016, a Zona Azul, sistema de reorganização de trânsito e cobrança de taxa de estacionamento nas principais ruas e avenidas da cidade, ainda provoca reclamações por parte de condutores e da população em geral. Os valores arrecadados não são divulgados pelo poder público e nem onde supostamente seriam aplicados em retorno para o município.

O comerciante, Antônio Carlos Ferreira Lima, reclama que a Zona Azul acaba prejudicando o movimento nas lojas, sendo que as pessoas preferem estacionar em ruas mais distantes do centro por conta das taxas e do limite de permanência máxima muito curto. “Além disso, não existe nenhuma segurança para quem estaciona aqui. Eles cobram do condutor, mas sem retorno algum”, destaca. Segundo o Departamento Municipal de Trânsito e Transportes (Dmtran), o motorista que estacionar o veículo em locais não destinados nas áreas de Zona Azul, bem como deixar de pagar o estacionamento rotativo, comete infração média, com multa de R$ 127,09 e perda de 5 pontos na carteira de habilitação, além de estar sujeito a remoção do veículo.

Com quase três anos de implantação, a sinalização da Zona Azul pelas ruas da cidade apresenta desgastes e falta visibilidade para quem precisa estacionar, “Não dá para ver nem onde começa e quando termina o espaço para parar o carro”, disse a professora, Carolina Leite, que costumeiramente vai até o centro da cidade para fazer compras.

O jornalismo do OSollo entrou em contato com o gerente da Sinart, Éder Fernandes, a empresa é responsável pela administração da Zona Azul no município. De acordo com o gerente, o processo de revitalização das pinturas da Zona Azul será em breve iniciado, “porém, sem previsão para término, sendo que o clima e o aumento no tráfego podem comprometer o desenvolvimento das obras”, disse.

Ainda sobre os valores arrecadados pela prefeitura por meio da Sinart, o jornal OSollo solicitou ao secretário de Planejamento e Finanças do município, Luiz Otávio, que informasse o total arrecadado em 2018 e como a prefeitura estaria utilizando os recursos disponíveis, porém, não obtivemos retorno quanto à solicitação.

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