Um “déjà vu” baiano e suas inconseqüências

“O que me preocupa não é o grito dos sem ética, dos sem caráter, dos corruptos, dos sem vergonha. O que me preocupa é o silêncio dos bons”. Martin Luther King (1929-1968).

Há temáticas que, por suas naturezas, requerem análises aprofundadas e imediatas, com grau de máximo bom senso e sensibilidade, por envolver o interesse público e a preservação da ordem social, cujos principais atores são as autoridades constituídas responsáveis pela governança do Estado e o simples cidadão. Neste momento, sem nenhuma dúvida, o movimento paredista eclodido no âmbito da polícia militar baiana é exemplar para o contexto e as devidas considerações.

Imagine-se uma sociedade sem educação, assistência à saúde; comunidades sem a ordem pública; meios de transporte amedrontados pela instabilidade dominante; uma economia paralisada porque empresários e trabalhadores clamam por segurança enquanto a população é aconselhada a “permanecer em suas casas”. Claro, é o império do caos !

As relações sociais, até ulterior e melhor conceituação, estabelecem-se de forma razoavelmente aceitáveis sempre que haja equilíbrios em seu meio, a seu tempo capazes de produzir efeitos satisfatórios e, para isto ocorrer, é imperiosa a formação cidadã dos seus componentes como importante instrumento para a saudável convivência e tomada de decisões, sempre no interesse coletivo.

Por outro lado, a mídia, em quaisquer de suas diversas formas, seja impressa, televisiva, radiofônica ou em redes sociais, está constantemente apontando as desigualdades, carências e reivindicações, cumprindo assim o seu dever de informar de forma transparente, com respeito aos valores aceitos e a verdade dos fatos. È a condição que ela preserva no seu mister de divulgar e por isto constitui-se formadora de opinião, e, em conseqüência, sempre credora social e indispensável no meio em que viceja.

As necessidades imprimem ao homem suas caminhadas mercê das variadas ideologias de que são detentores o que, por isto mesmo, é preciso refletir não apenas na perspectiva individual de cada um ou grupo, mas, sempre, do bem geral, de forma que no todo sempre permeie o equilíbrio, daí a relevante importância de sua educação.

Há bem pouco tempo (2012) , a sociedade baiana acompanhou um quadro à semelhança do atual, hoje um verdadeiro “déjà vu”, que trouxe insegurança e prejuízo para grande parte da população, em conseqüência do atropelamento de leis e normas, no imaginário de que, infelizmente, para alguns, a força ou o poder pode estar acima da razão.

É preciso, pois, se refletir, principalmente os homens e mulheres de bem para o retorno social do equilíbrio, da paz e segurança que a população reclama.

 

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