UESC adia início de semestre letivo por causa do coronavírus; veja o que diz SBI

Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) — Foto: Divulgação/UESC
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) — Foto: Divulgação/UESC

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), com campi no sul da Bahia, anunciou, na noite desta quinta-feira (12), o adiamento do início do semestre letivo das turmas de graduação, por causa do coronavírus.

Por meio de nota, a UESC informou que, apesar de não haver casos suspeitos na comunidade acadêmica, a decisão foi tomada com o objetivo de preparar ações de enfrentamento da crise.

Com a medida adotada, as aulas que iniciariam no dia 16 de março, estão previstas para começar no dia 23. A UESC detalhou ainda que as demais atividades da Universidade permanecem em funcionamento dentro da normalidade.

Casos na Bahia

Até esta quinta-feira (12), três casos do coronavírus foram confirmados no estado. A primeira paciente foi um caso importado, de uma mulher de 34 anos, residente na cidade de Feira de Santana, que retornou da Itália em 25 de fevereiro, com passagens por Milão e Roma, onde aconteceu a contaminação.

A segunda paciente foi a primeira transmissão local do coronavírus, em uma mulher de 42 anos, trabalhadora doméstica, que teve contato domiciliar com a primeira paciente, quando ainda esta ainda estava sintomática. O terceiro caso também é uma mulher, idosa de 68 anos, mãe da trabalhadora doméstica.

No Brasil

Além da UESC, UNB, Unicamp e outras instituições de ensino, públicas e privadas, pelo país suspenderam as aulas por causa da pandemia.

Entretanto, na quinta-feira, 12 de março, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu nota desencorajando o fechamento de escolas, faculdades e escritórios que não tem casos confirmados da doenças:

”O fechamento de escolas pode levar a várias famílias a terem que deixar seus filhos com seus avós, pois seus pais trabalham. Nas crianças, a COVID-19 tem se apresentado de forma leve e a letalidade é próximo a zero; já no idoso, a letalidade aumenta muito. No idoso com mais de 80 anos e comorbidades, a letalidade é em torno de 15%. Portanto o fechamento de escolas em cidades em que os casos são importados ou a transmissão é local pode ser prejudicial para sociedade! Esta orientação é dinâmica, podendo ser modificada, conforme a evolução da epidemia, particularmente nas cidades e estados em que a epidemia evoluir para transmissão comunitária”. 

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