Teixeira de Freitas vai ganhar unidade do Programa Indústria Cidadã

 

Trinta e duas Empreendedoras Individuais do ramo de confecções de Teixeira de Freitas, no extremo sul baiano, terão novas perspectivas de renda a partir de agora. Elas vão trabalhar em um galpão do Programa Indústria Cidadã, lançado em 2007 pelo Governo da Bahia, através da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic). Este é um programa pioneiro que integra os segmentos industrial, comercial e de serviços e tem por objetivo fomentar e incentivar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios baianos.

O projeto foi apresentado pela Associação dos Profissionais em Confecções do Extremo Sul da Bahia (Aprocesb) na semana passada, como o apoio do Sebrae. O galpão da fábrica de confecções ficará localizado no Distrito Industrial/Sudic. Além da cessão do galpão, a Aprocesb também foi agraciada como permissionária de todo o maquinário necessário à linha de produção, adquiridos com recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), do Governo da Bahia. As Empreendedoras Individuais trabalharão cada uma com seu CNPJ e o galpão funcionará com uma central de negócios.

Para o coordenador do Sebrae no extremo sul, Alex Brito, a ação será o grande mote alavancador para o desenvolvimento do setor de confecções da região e da própria Aprocesb. “Trata-se de uma grande conquista. O Programa Indústria Cidadã tem o objetivo de dotar de estrutura adequada pequenos empreendedores organizados em associações ou cooperativas, no âmbito do Estado da Bahia, portanto esta será uma intervenção de caráter includente e que vem ao encontro da missão do Sebrae”, declarou.

O Sebrae vai participar da implantação da unidade colocando em prática um plano de capacitação empresarial, fruto de convênio com a Sudic. Esse plano vai englobar aspectos como gestão, tecnologia, mercado, adequação e manuseio dos equipamentos, com o objetivo de fazer os beneficiários da ação aptos a conquistar o mercado-alvo e a longevidade da iniciativa.

De acordo com o gestor do projeto, Paulo Mesquita, o programa contempla toda a parte de ambientação e layout, maquinário e pessoal treinado para a confecção de produtos da linha profissional de cama, mesa e banho. A produção será voltada ao abastecimento do mercado de turismo e hotelaria das Costas da Baleia e Descobrimento, além da cidade de Teixeira de Freitas e entorno.

“A Aprocesb acaba de obter uma grande vitória. Agora tem um desafio ainda maior, pois o seu principal objetivo passa a ser perseguido com a conquista de técnicas de produção e inovação, implementação do modelo de gestão, formação de redes de negócios e relacionamento, além do principal, que é a busca de sustentabilidade do empreendimento”, avaliou Mesquita. O gestor está nesta semana em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, numa missão técnica com 14 associados da Aprocesb. Eles estão visitando o famoso polo de confecções da cidade, em busca de novidades na área tecnológica. Na missão também está o presidente da Aprocesb, Antonio Santos. Para ele, o ambiente é de muita expectativa e mobilização, especialmente em relação à união do segmento e constância de propósitos.

Programa identifica potencialidades da região

Para cumprir os objetivos do Programa Indústria Cidadã, a Sudic identificou as potencialidades produtivas das localidades, visando a criação de novos postos de trabalho e geração de renda e garantindo a melhoria da qualidade de vida da população – e assim, portanto, a permanência do cidadão em seu município.

O programa incentiva o surgimento de novas cadeias produtivas nos diversos territórios de identidade, com participação direta dos pequenos produtores e a valorização da mão de obra e matéria-prima locais. Cabe à Sudic a coordenação do programa, levantamento das necessidades junto às comunidades e modelos de gestão com as entidades parceiras, construção do galpão multifuncional e concessão de uso gratuito do galpão para as prefeituras ou entidades beneficiárias.

Já as entidades parceiras, como é o caso do Sebrae, devem apoiar o programa, priorizando o princípio da transversalidade (integração de ações entre os órgãos), e realizar ações voltadas para a formação e melhoria da mão de obra no município contemplado, incluindo programas de gestão, a exemplo de comercialização, armazenamento e logística.

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