Taurino Araújo: além do século XXI

 Taurino Araújo: além do século XXI. Foto: Divulgação

Sina do boêmio que não ingere bebida alcoólica, mas frequenta botequins nos quais conversa e se alimenta da cultura popular, Taurino Araújo, CBJM é o Professor com genial capacidade de relacionar conceitos os mais diversificados. Daí o amplíssimo impacto de sua obra. Taurino é o frequentador assíduo das igrejas e também das Academias e academias tanto para malhar o intelecto quanto para enriquecer a alma dele e a dos outros, num corpo indivisível de sentimento, pensamento e ação ele consegue olhar a alma para além dos olhos e transpira contribuição de altíssimo impacto a cada instante. E por falar em Academia, ao criar método inteiramente novo, Taurino Araújo vive teoria e prática dos tantos aspectos que têm valorizado a sua produção nos variados campos do Governo, Negócios, Educação, Direito, Saúde e Terceiro Setor; análise, terapia, método, filosofia, pedagogia e autoeducação.

Sob a ótica do “direito a uma vida feliz”, a sua Hermenêutica da Desigualdade: uma introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais me faz lembrar a conhecida máxima de Carlo Dossi: “pensare col cuore e escrivere colla testa“. Ali Taurino trabalha tanto com o  ideal de corrigir o que estiver “errado” para fazer correção de rumo (funcionalismo) quanto com a criatividade do indivíduo que atua, sofre, existe e funciona nas diversas estruturas sociais, a exemplo da econômica, apesar da desordem e do “erro” (estruturalismo) e, na tensão dessa musicalidade, concebe também um inédito humanismo com “pegada” sempre na realidade.

Falar sobre Taurino Araújo, portanto, não é tarefa fácil, pois se trata de um homem extremamente simples, mas de uma intelectualidade esplêndida e marcante, acima de tudo, recheada pelo fino trato que tem para com todas as pessoas que o rodeiam ou, de qualquer forma, se aproximam dele, reverenciando–lhes as diferenças, “desdiferenciando-os” à essência do que realmente são, sendo ele próprio causa e efeito da latitude de sua teoria, uma das poucas teorias de abrangência mundial.

Há (ou deveria haver) espaço para todos na cidade, mas Taurino lembra que até  as necessidades psicológicas, muitas vezes, são “tratadas” em função da pressão de grupos sociais. É a “medicamentalização”, o uso não médico de medicamentos que levam as pessoas a produzirem euforia, libido ou sobriedade que normalmente não desejariam, pois assim satisfazem à coletividade, mas continuam sofrendo por causa do crime, da depressão, falta de moradia, da exclusão e da pobreza que deveriam ser contornados através da delicadeza e do respeito individual e coletivo, da consideração total das diferenças.  Ao “pensar com o coração e escrever com a cabeça”, Taurino Araújo defende — entre outras coisas — “mais abraços e menos remédios”.

Por Ludwing Matheus Von Kac Kneit

Economista, especializando em Gestão Comercial, estudante de Direito [email protected]

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