SUS traz números reais de óbitos no HMTF e UMMI entre 2013 e 2017. Confira!

 

Imagem obtida no Datasus, ano 2013, possível ser acessada nos links no final da matéria. Fotos OSollo

Em nota distribuída à imprensa intitulada “A verdade sobre o número de óbitos no HMTF”, a Prefeitura de Teixeira de Freitas, por meio de sua Assessoria de Comunicação, refuta matérias divulgadas em alguns blogs locais sobre o número de mortes ocorridas no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF) em 2017.

Imagem obtida no Datasus, ano 2017, possível ser acessada nos links no final da matéria

Embora em um dos veículos de comunicação haja a informação de que foram 800 óbitos em 2017, segundo um suposto relatório do Conselho Municipal de Saúde, a nota explicita que os dados reais são os encontrados no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), ou, mais especificamente, na plataforma do Datasus, acessada no dia 28 de março de 2018, na qual é possível verificar que, em Teixeira,  o número de óbitos nunca passou de 500.

Conforme a nota, “os dados publicados aqui têm como fonte o Ministério da Saúde e fazem parte do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Os dados são de óbitos por unidade/ano. É bom ressaltar que em nenhum ano a taxa de óbito ultrapassou o número de 500, em Teixeira de Freitas, no HMTF”. Com uma alfinetada política, o texto da assessoria ainda pontua que “na UMMI, a gestão passada teve índices muito maiores de óbitos”.

Ao observar os dados do HMTF, é importante que se considere o fato de o município ser polo regional de saúde e, por isso, receber um fluxo alto de pacientes diariamente, e, como o texto da assessoria bem coloca, “as unidades hospitalares lidam com pessoas, com patologias e casos de complexidade que variam em muito de um ano para o outro e isso não categoriza falta ou insuficiência de eficiência, retrata um momento, índice e resultado”.

É importante que a notícia chegue à população, mas que, sobretudo, haja um serviço prestado no sentindo de informar e não alardear a todos. No caso da saúde, é imperioso afirmar que muito ainda carece ser feito, sobretudo no que tange o elo entre população, regulação e Postos de Saúde, no entanto, o HMTF ainda é referência em saúde na região e, na gestão de Temóteo Brito, já recebeu diversas melhorias – salas de cirurgia foram reativadas, instalação elétrica melhorada, equipamentos novos e modernos adquiridos.

Outro ponto a ser observado à luz da razão é que entre 2013 e 2017, anos em que foram levantados os dados do Datasus quanto às mortes no HMTF, houve um aumento considerável do número de habitantes, tanto em Teixeira, quanto nas cidades circunvizinhas, por isso, é impossível se esperar que o número de óbitos estagne.

O fato de o HMTF e a UMMI receberem pacientes dos municípios do Extremo Sul e, ainda, de estados da divisa, como Espírito Santo e Minas Gerais, é sabido por todos, tanto que, por esta razão, o prefeito conseguiu colocar os dois para, em breve, serem administrados pelo Consórcio Interfederativo de Saúde, o ConSaúde, mesmo que administra a policlínica. Afinal, não é justo o município sozinho arcar com as despesas do hospital, sendo que os 13 municípios do baixo extremo sul trazem seus pacientes mais graves para cá. Vale salientar que o HMTF tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a UMMI possui UTI neonatal, fatores que os tornam referência na região.

Os dados do SUS mostram que em 2013 foram, no total, 568 mortes no HMTF, destas, 405 consideradas de Teixeira; em 2014, 580 no total, 453 locais; 2015 foram 591 no geral, Teixeira apresentou 410, ou seja, embora o número geral de óbitos tenha aumentado, os números ligados às mortes de teixeirenses caíram. Em 2016 contam 626 óbitos, dos quais, 424 são de Teixeira; 2017 foram 712 mortes, com 488 associadas ao município sede do hospital. Ou seja, a diferença de óbitos de teixeirenses entre 2013, gestão passada, e 2017, primeiro ano da gestão atual, é de apenas 83, um número não alarmante se levarmos em consideração o aumento populacional e as causas dos falecimentos

No Datasus observa-se que não só pacientes de Alcobaça, Prado, Caravelas, Mucuri, Nova Viçosa, Caravelas, Medeiros Neto, Vereda, Itamaraju, Jucuruçu, Lajedão, Itagimirim, Guaratinga, Santa Cruz Cabrália, Ibirapuã estão vindo para o HMTF, há, também, pacientes  de Tanhaçu, Jequié, Salvador, Capim Grosso, Canavieiras dentre outras cidades mais distantes, foram atendidos no HMTF, o que reforça a explicação da prefeitura: “os dados aqui publicados devem ser analisados com perfis de políticas públicas, uma vez que os números de óbitos dos outros municípios que estão próximos, aumentaram em cerca de 60%, o que retrata que os municípios estão enviando cada vez mais pacientes nos últimos anos para Teixeira de Freitas”.

Confira nos links abaixo os dados, ano a ano, das informações extraídas diretamente do Sistema de Informações Hospitalares do SUS do HMTF e da UMMI.

HMTF:

2013 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/HMTF-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2013.pdf

2014 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/HMTF-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2014.pdf

2015 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/HMTF-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2015.pdf

2016 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/HMTF-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2016.pdf

2017 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/HMTF-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2017.pdf

 

UMMI

2013 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/UMMI-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2013.pdf

2014 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/UMMI-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2014.pdf

2015 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/UMMI-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2015.pdf

2016 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/UMMI-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2016.pdf

2017 – http://www.teixeiradefreitas.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/UMMI-OBITOS-LOCAL-DE-RESIDENCIA-2017.pdf

 

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