Seria o cacau mais uma droga alucinógena?

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A revista Veja veiculou uma matéria chamando o cacau de droga recreativa da vez. O site Ozy, americano, afirma que a bebida tem sido usada em festas eletrônicas onde o consumo de bebida alcóolica não é permitido, como a Lucid, realizada mensalmente em Berlim. A grande celeuma que a matéria e outras, já que a matéria da Veja foi originada de publicações europeias científicas, é se o cacau tem características das “drogas nocivas” ou ilegais, como a maconha, a cocaína, a heroína ou outras. O fato é que há cientistas que afirmam que o cacau, ingerido na forma de pílula ou bebida e até por via nasal, age como excitante cerebral, dando mais disposição às pessoas, que perceberiam uma sensação maior de energia e disposição.

 

Cita a Veja: “Na Lucid, o cacau amargo balinês é servido em bebidas misturadas com mel, xarope de agave e canela. Já a Morning Gloryville, uma empresa que organiza festas nos Estados Unidos e na Europa, abastece seus bares com bebidas à base de cacau e com a substância em cápsulas.” Das maneiras mais estranhas de inalação do cacau, a que se mostra mais singular é a ingestão nasal. O medico sueco Johann Cristoph afirma que essa forma é mais eficiente para que o provável excitante atinja o cérebro com mais rapidez. Na Bélgica, a loja de Dominique Persoone vende o produto em pó, auxiliando a forma de inalar com um dispositivo inventado com ele, além de ter criado uma mistura inédita da substância com menta e gengibre.

O próprio Johann Cristoph é um dos defensores do cacau cru nessas festas. Para ele, a substância não é condenada e é mais potente do que se possa imaginar: ”ele desencadearia uma onda de endorfina na corrente sanguínea, aumentando a sensação de euforia. Em seguida, o cacau reduz a tensão corporal ao promover o relaxamento muscular”, explica. Mais defensores da substância a defendem, afirmando que ela é cheia de FLAVONOIDES, respondável pelo aumento da circulação sanguínea e estimular o cérebro. O organizador da LUCID, Ruby May, defende o cacau, afirmando que ele não distorce a realidade, “apenas amplifica a experiência musical. Outra vantagem descrita pelos adeptos: ao contrário de outras drogas, o cacau não distorce a realidade, apenas aumenta a sensibilidade musical.

A Mars Symbioscience, empresa de tecnologia dedicada ao desenvolvimento de produtos com base no cacau, afirma o mesmo: a fruta não distorce a realidade, apenas aumenta a sensibilidade musical. Afirma também que, embora o cacau puro contenha certos compostos que melhoram o humor, como a anandamida e feniletilamina, a quantidade deles na substância seria tão baixa que não teria qualquer influência direta sobre o humor.

Para o cientista Johann Cristoph, o maior estudioso dos efeitos do cacau, está se montando uma situação que serve apenas para ser peça publicitária: o cacau não trem propriedades alucinógenas ou entorpecentes e pode se, simplesmente, considerado um placebo.

Da Redação com informações da VEJA

 

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