Senador Álvaro Dias diz que PAC é um fracasso com maquiagem

Senador questionou balanço das obras
O senador Álvaro Dias (PR) lamentou que os dados apresentados pelo governo federal sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na última quinta-feira (9), tenham sido maquiados. Na avaliação do parlamentar, é entristecedor que mesmo com números inflados, o balanço tenha revelado o fracasso da atual gestão. Para o tucano, o governo Lula sempre foi espetaculoso ao anunciar as obras e medíocre na execução dos empreendimentos previstos no PAC.

Da tribuna do Senado, Álvaro disse que o governo usou números da programação orçamentária em seu balanço e não do cronograma físico. “Se consideramos setores essenciais para a população, como saneamento básico e habitação, é deplorável afirmar, mas a execução é claudicante”, enfatizou.

De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, o balanço final dos quatro anos do PAC foi inflado, maquiado e ainda encobriu atrasos nas principais obras. Segundo a reportagem, o programa está com 32% das obras inacabadas e os números foram distorcidos porque o governo reduziu a projeção das obras que deveriam ter sido concluídas em 2010. Assim, o índice de sucesso aumentou. Oficialmente, o relatório com o andamento do programa diz que 82% das obras foram concluídas no prazo previsto e 94% do dinheiro foi liberado, o que inclui projetos ainda em andamento.

A “Folha” denunciou também que o governo inflou os resultados carimbando obras que na realidade estão atrasadas com o selo de “verde”, ou seja, com o cronograma em dia. Um dos exemplos é o trem-bala. A licitação foi adiada para o próximo ano. Mesmo assim, a obra permanece como se estivesse no prazo normal.

Para o senador, é preciso ressaltar que há um superfaturamento revoltante em boa parte das obras, especialmente naquelas sob a administração da Petrobras. Segundo o parlamentar, estão nessa situação a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, e a Getúlio Vargas, no Paraná. Além disso, lembra o tucano, na obra do Nordeste, o Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um superfaturamento de US$ 2 bilhões.

Álvaro Dias atribuiu o fracasso do programa às más escolhas do presidente da República nos ministérios. “Infelizmente, nós temos de afirmar que é um ministério fraco, que atende a interesses político-partidários e não guarda nenhuma relação com as aspirações da sociedade”, considerou.

Fonte: Blog das Bancadas do PSDB

 

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