Retidão e riqueza

“E melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça.” (Provérbios 16.8)

O que é melhor? Retidão ou riqueza? Se somos guiados pelo senso comum, riqueza virá primeiro. Se nos submetemos aos critérios do Reino de Deus, retidão terá mais valor para nós. Os caminhos das conquistas materiais muitas vezes nos levarão a uma encruzilhada em que, infelizmente, precisaremos optar em ganhar ou continuar ganhando e nos manter íntegros. Essa luta é tão difícil quanto perigosa. O lucro pode cegar, a ganância ensurdecer. Precisamos da ajuda de Deus para nos sairmos bem. Sua Palavra nos estabelece: a retidão é melhor que a riqueza.

Numa sociedade capitalista, poder consumir, acumular e realizar desejos, são questões latentes na alma. E elas alimentam sonhos de enriquecimento. Mas o que realmente queremos é paz, harmonia. Queremos relacionamentos duradouros, profundos. Queremos comunhão com pessoas e com Deus. Pois é isso que torna a vida rica. Ansiamos por significado e por segurança. Essas coisas são patrimônios interiores e competirão com a ganância dentro de nós. Se a ganância vencer, ainda que ganhemos muitas coisas, experimentaremos o pior tipo de pobreza: a pobreza espiritual.

A retidão é sempre melhor do que a riqueza, pois ela está relacionada com Deus. Ela nos equilibra e alimenta nossa paz interior. É com retidão, e não com riquezas, que podemos amar melhor, compreender melhor, dormir melhor, enfrentar problemas de forma melhor. As piores dores deste mundo têm sua origem na busca por riquezas sem retidão. Devemos lutar para que a retidão tenha mais valor que riquezas em nossa vida. Que nossa família seja um refúgio onde o lucro material jamais compense o comprometimento da retidão.

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