Reação de Lula sobre agressão a Serra divide PT

Foto: Google
A forte reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao classificar de farsa a reação do candidato José Serra ao ser atingido por objetos que teriam sido lançados por militantes petistas durante caminhada no Rio, dividiu o comando da campanha de Dilma Rousseff.

De um lado, um grupo mais moderado recomendou nesta sexta-feira cautela com o episódio para evitar desgaste negativo na reta final da campanha. Outro grupo, porém, saiu em defesa de Lula e pregou a manutenção da linha de ataque.

No núcleo da campanha, chegou a ser defendido que o PT encomendasse um novo laudo técnico para reavaliar as imagens do tumulto de quarta-feira, que mostram que Serra foi atingido primeiro por uma bolinha de papel e depois por um objeto que seria um rolo de adesivos.

Segundo um petista da ala moderada, Lula teria sido induzido ao erro por assessores.

No Twitter, o secretário-geral nacional do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), pedia nesta sexta-feira serenidade ao partido: “Vamos manter o debate político sem agressões físicas ou verbais. Seguimos com trabalho e sem apelação.”

Também da Executiva Nacional, o secretário de Comunicação, deputado André Vargas (PR), usou o Twitter para insistir na tese de que a agressão a Serra foi uma farsa. A postura de Vargas reflete o pensamento de uma parte do PT.

Para um integrante do Palácio do Planalto, Lula fez certo ao ir para o embate, porque conseguiu estabelecer pela primeira vez um confronto direto com o tucano José Serra.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse condenar qualquer tipo de violência, que o PT não está incitando à violência, mas que não há como compactuar com o que chamou de simulação de Serra:

– Sou médico, qualquer impacto no crânio ou produz sangramento profuso ou causa hematoma. A cabeça é muito irrigada. O que as cenas confirmam é que ele foi atingido por dois objetos leves.

Para ele, Lula não errou ao criticar Serra:

– E o fato de o candidato ter simulado não é grave? A oposição conseguiu levar a campanha para um situação de acirramento nunca vista. A campanha desta vez está mais truculenta que a de Collor contra Lula. Em 2002, Serra já veio com a baixaria do medo de Lula.

O líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), insistiu que não se deve estimular a agressão neste momento, e não importa qual objeto é arremessado, e sim a intenção:

– Pode ser uma bola de papel, pode ser uma cuspida, qualquer coisa, só não podemos concordar com isso.

Fonte: O Globo e Blog do Noblat

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