Qual o tamanho do Natal?

Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.” (Lucas 2.19-20)

Mais um natal esta chegando. Neste, tenho refletido sobre o tamanho desse dia. Ele nos chega do passado. Aconteceu há mais de dois mil anos! Mas, deveria ser apenas um dia, uma noite, uma ceia, um musical? Sua potência está no que o comércio fez dele, com Papai Noel, sinos, árvores, trenó e presentes? O que o natal trouxe ao mundo e quais as consequências disso? Oramos, cantamos, lemos as Escrituras, nos reunimos, e celebramos o conhecimento do verdadeiro sentido do natal. Mas, qual o nosso papel e como temos vivido e manifestado a fé no menino da manjedoura? No verbo que se fez carne e habitou entre nós? (Jo 1.14). Isso define o tamanho do natal. Maria guardou e refletiu nos acontecimentos do natal. Os pastores ergueram a voz em louvor e divulgaram a notícia. E nós? Que atitudes melhor poderiam revelar o sentido do natal para nós e assim determinar sua importância para o mundo?

Creio que o amor precisa estar ocupando mais e mais lugar em nossa vida, como razão e motivação para o que fazemos, para nossas atitudes, ações e reações. Pois a razão do natal é o amor de Deus, que nos amou de tal maneira que nos deu Jesus. E Ele nos mandou amar. E aqueles que andaram com Jesus entenderam tão claramente a centralidade do amor que disseram que, quem não ama não conhece a Deus (1 Jo 4.8). Disseram que, sem amor, tudo perde o valor (1 Co 13.1-3). Creio que nossa fé  precisa se concretizar em ações, e todas elas motivadas pelo amor. Uma fé que, além de realizar cultos e construir templos, lute por justiça, sirva aos necessitados, ensine sobre o amor de Deus, pregue o Evangelho de Cristo, não a interpretação que fizemos dele. Nossa fé deve nos fazer testemunhas. E nosso testemunho deve acontecer com palavras e obras. Afinal, uma fé que só diz e nada faz, é morta (Tg 2.26).

Creio que a esperança deve sempre nos habitar e nos incentivar a perseverar. Afinal, se cremos que Deus nos enviou Jesus, cremos que Ele intervém na história. E se a história permanece, é porque Deus ainda se mantém amando e buscando as pessoas. Por mais que tudo pareça caótico aos nossos olhos, devemos ter esperança, por causa do amor de Deus. Não nos cansemos de fazer o bem (Gl 6.9), pois o nosso Deus não se cansou de ter misericórdia. Oremos mais, sem cessar, pois os ouvidos do Senhor estão atentos ao nossos clamor (1 Pd 3.12). Proclamemos a reconciliação a todos, pois o Deus que planejou o natal não quer que ninguém se perca (2 Pd 3.9) e nos oferta uma graça que supera todo pecado (Rm 5.20). Que o natal não seja apenas uma noite. Que tamanho do natal se revele na firmeza de seus compromissos com Cristo. Todo dia. O ano todo.

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