Projeto Escolas Culturais debate as influências indígena e quilombola na formação de Teixeira

Projeto Escolas Culturais debate as influências indígena e quilombola na formação de Teixeira. Fotos: Lenio Cidreira/OSollo

Estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional do Extremo Sul, localizado no município de Teixeira de Freitas, participaram, nesta quinta-feira (10/05), do seminário sobre “Memórias e Esquecimentos: a história de Teixeira de Freitas por outros olhares”. Promovido pelo projeto Escola Cultural, o encontro teve o objetivo de abordar a presença de personagens históricos importantes na formação e desenvolvimento regional da cidade, que possui 33 anos de emancipação, por meio de palestras, exposição, rodas de conversa e apresentações artísticas.

Petrônio Bonfim diretor do Centro Estadual de Educação Profissional do Extremo Sul

O diretor da unidade, Petrônio Bonfim, explicou que a ideia é apresentar aos estudantes a importância de povos como indígenas e quilombolas, além de outros sujeitos históricos fundamentais no desenvolvimento da região. “Por muito tempo espalharam uma conversa que Teixeira de Freitas não possuía história, porque era formada por forasteiros. Mas temos uma rica história de desenvolvimento da cidade que tem uma grande influência de negros e indígenas trazendo suas tradições. Por isso, é importante apresentarmos aos estudantes para que eles tenham a percepção de sua identidade, algo que segue os princípios do projeto Escolas Culturais”, disse.

O professor e palestrante Benedito Souza, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), falou sobre o êxodo rural ocorrido na região a partir da década de 60. “É interessante os alunos terem esse conhecimento da sua realidade para entender melhor o contexto mundial. Conhecendo os aspectos que levam os moradores da zona rural se mudarem para as cidades a procura de uma vida melhor, existe uma grande possibilidade de um entendimento melhor sobre a fuga dos sírios para a Europa, por exemplo. Então, é o conhecimento de si para compreender o todo”, afirma.

A estudante Nathália Souza, 18 anos, do 4º ano do curso técnico de nível médio em Administração, destacou ser fundamental os alunos terem acesso à sua história. “Para ser sincera, quando era mais jovem não sabia nada sobre as referências quilombolas e indígenas da nossa região. Agora, por meio da arte e da cultura, além de palestras, pude saber bem mais sobre a nossa história e verificar a importância de conhecermos nossa origem. Hoje foi um momento de abrirmos nossa visão sobre a localidade em que vivemos”, disse.

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